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Saúde

'Ansiedade' por vacina: oposição lembra mortos ao criticar fala de Pazuello

Do UOL, em São Paulo

16/12/2020 13h57Atualizada em 16/12/2020 14h21

A fala do ministro da saúde, Eduardo Pazuello, sobre não entender a "ansiedade" na cobrança por uma vacina contra a covid-19 gerou críticas por parte dos partidos de oposição. A declaração do general foi dada hoje na apresentação do plano nacional de imunização, em Brasília.

A maioria dos políticos lembrou o número de mortos em decorrência do novo coronavírus no Brasil para responder Pazuello. Ontem, o Brasil registrou 915 mortes pela covid-19 no período de 24 horas, o maior número em mais de um mês.

"Mais de 182 mil mortes, hospitais superlotados e Pazuello acaba de questionar 'para que essa ansiedade, essa angústia' com a vacina", escreveu o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

O senador Randolfe Rodrigues (Rede) chamou o governo de "negacionista". "Não podemos contar com a sensibilidade de quem não se compadece nem com milhares de mortes", afirmou. Já a deputada federal Luiza Erundina citou os números de casos e mortos no país.

A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann, foi mais uma a fazer críticas ao tom do governo. "182 mil brasileiros mortos pela covid-19, milhares de entubados em UTIs em estado grave, famílias angustiadas, país sem vacinas e insumos, e o Ministro da Saúde tem a frieza de dizer: 'Pra que essa ansiedade, essa angústia?'. A vida do povo não tem valor nenhum para esse governo!", escreveu ela.

Nas redes sociais, o PSDB citou falta de liderança e disse que Bolsonaro atrapalha dizendo que não vai tomar a vacina.

"Não há liderança e não há plano nacional concreto para a imunização dos brasileiros contra a covid-19. Além de não contribuir, o presidente atrapalha aqueles que tratam a pandemia com seriedade. E o país segue perdendo vidas. Não podemos mais esperar. Vacina já!", postou o partido.

Ontem, Bolsonaro declarou que não irá se vacinar contra a covid-19, mas que o Ministério da Saúde irá comprar qualquer imunizante aprovado pela Anvisa. Para cientistas, a fala do presidente pode desmotivar a população a se vacinar.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse esperar que Bolsonaro cumpra o plano de seu governo. Segundo Dino, "o plano nacional de vacinação contém um capítulo dedicado à comunicação, em que se anuncia como objetivo eliminar 'crenças negativas' sobre as vacinas. Ótimo. Espero que Bolsonaro cumpra o plano do seu governo".

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