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Coronavírus

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10 meses

EUA aprovam uso emergencial da vacina Moderna; Trump comemora

Do UOL, em São Paulo

18/12/2020 21h56

A FDA (Food and Drug Administration), agência de regulação de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou na noite de hoje a liberação do uso emergencial da vacina contra a covid-19 produzida pela companhia farmacêutica Moderna —esta é a segunda vacina aprovada pelos americanos.

O imunizante tem 94,1% de eficácia. Agora, para ser distribuído, é necessário passar pela aprovação do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doença).

Em seu perfil, nas redes sociais, o presidente americano Donald Trump comemorou a liberação da vacina pela agência reguladora. "Parabéns. A vacina Moderna já está disponível!".

Um comitê de especialistas externos da FDA se reuniu para debater a vacina da Moderna ontem. Na ocasião, o comitê consultivo recomendou a aprovação do imunizante para uso emergencial. Foram 20 votos a favor de conselheiros e uma abstenção. Hoje, a agência acatou a recomendação do comitê.

A autorização dada pela FDA aprova o plano do governo Trump de distribuir cerca de 5,9 milhões de doses da vacina da Moderna para estados, territórios ultramarinos e grandes cidades já a partir da próxima semana, segundo informou a rede de TV americana CNBC.

A Moderna solicitou à FDA autorização para uso emergencial da vacina no dia 30 de novembro. Em 15 de dezembro, a agência confirmou a eficácia de 94,1% do produto, após uma revisão dos resultados da fase 3 dos testes clínicos.

A vacinação nos Estados Unidos começou nesta semana, após a FDA ter aprovado o imunizante da Pfizer/BioNTech na semana passada.

Ao todo, o governo dos EUA encomendou 200 milhões de doses da vacina da Moderna e 100 milhões da Pfizer/BioNtech.

Mais de 3 mil mortes em 24 horas

Os Estados Unidos registraram novo recorde de vítimas da covid-19 em 24 horas, com 3.656 mortes registradas na última quarta-feira, de acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkins. O país também atingiu recorde de novos casos e de hospitalizações.

O País contabilizou mais de 247 mil novos casos da doença confirmados na quarta, e de 198.357 no dia anterior. O recorde até então era de 233.133 novos casos, registrados na última sexta-feira. Os dados mais recentes mostram um salto da covid-19 no Estado da Califórnia.

No total, os EUA registram 17.416.108 de casos de coronavírus e 313.035 mortos em decorrência da doença. Em seguida, em número de casos, aparecem Índia, Brasil, Rússia, França, Reino Unido e Turquia.

De acordo com o Covid Tracking Project, as hospitalizações em território americano bateram recorde de alta pelo 11º dia consecutivo no país, atingindo 113.090 pessoas na quarta-feira. Entre elas, o número recorde de 21.936 é de pacientes que estão em unidades de terapia intensiva.

Vacinas no Brasil

Quatro potenciais vacinas contra a covid-19 estão sendo testadas no Brasil —a vacina da Universidade de Oxford, desenvolvida em parceria com a AstraZeneca; a CoronaVac, parceria do laboratório chinês Sinovac com o Instituto Butantan; a vacina da Pfizer em parceria com a BioNTech; e a vacina do laboratório belga Janssen-Cilag.

Todas se encontram em fase final de testes clínicos, a chamada fase 3, e já submeteram alguns resultados de todo o processo de estudos para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável pela regulação de vacinas e medicamentos no Brasil.

O estudo clínico de uma vacina é dividido em algumas etapas, que vão desde a fase exploratória ou laboratorial, quando ainda são avaliados os componentes para uma melhor formulação da vacina; passam pela fase pré-clínica, quando são feitos testes em animais; chegando por fim à fase clínica. Esta, por sua vez, é subdividida em outras três etapas: as fases 1, 2 e 3.

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