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Secretário apela por medidas anti-covid: "Vírus está cada vez mais próximo"

Infectologista afirmou que ocupação média dos leitos de UTI no estado de São Paulo é de 61,8% - MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO
Infectologista afirmou que ocupação média dos leitos de UTI no estado de São Paulo é de 61,8% Imagem: MISTER SHADOW/ASI/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

21/12/2020 13h13

Jean Gorinchteyn, secretário da Saúde do estado de São Paulo, fez um apelo para que as pessoas "colaborem com as regras sanitárias" contra o coronavírus. O infectologista afirmou que nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o estado teve um aumento de 54% nos casos confirmados.

Em entrevista coletiva no palácio dos Bandeirantes ao lado do governador João Doria (PSDB), ele reforçou a necessidade de medidas anti-covid entre a população, afirmando que o vírus está "cada vez mais próximo".

"Estamos 52ª semana epidemiológica e temos que estar atentos. O vírus está cada vez mais próximo de todos nós. Tenham certeza de que todos que aqui estão ou nos assistem estão com algum amigo, um parente, um conhecido que tiveram o seu diagnóstico ou internaram, ou infelizmente morreram em decorrência da covid nas últimas semanas", falou Gorinchteyn, antes de detalhar os dados envolvendo hospitais.

"A ocupação dos leitos de UTI mostraram, no estado de São Paulo, uma taxa de ocupação de 61,8%, enquanto que na Grande São Paulo este índice ainda foi maior, de 66,8%", completou.

Gorinchteyn afirmou ainda que "falta muito pouco" para que a vacina chegue e reforçou o pedido para evitar a sobrecarga no sistema de saúde.

"As aglomerações em praias, festividades, clubes, encontros são cenários de risco para uma maior circulação de pessoas - e com elas também uma maior circulação do vírus. Falta pouco, muito pouco. Vamos aguardar que em breve teremos a vacina que estará podendo nos remeter ao nosso novo normal", iniciou.

"Enquanto isso, precisamos de cada um de vocês para que não haja a sobrecarga do nosso sistema de saúde. Hoje, não temos só o covid para dar assistência, temos outras doenças - aquelas doenças que nós pedíamos para as pessoas ficarem em casa e acabaram se agravando. Muitos infartaram, muitos tiveram derrames cerebrais... as atividades voltaram, e com elas os acidentes, e eles também ocupam as unidades de terapia intensiva."

Por fim, ele pediu para que todos evitem, ao máximo, aglomerações nas festas de fim de ano.

"Nós temos que entender que muitas dessas aglomerações acontecem dentro das casas, em ambientes privados que qualquer fiscalização ou qualquer acesso da polícia, por exemplo, não teria qualquer sentido. As pessoas acabam se aglomerando sem uso de máscara, tiram ela para comer, beber, rir... E isso é um cenário de risco, Nós temos que entender que não é momento mais para que as pessoas estejam se aglomerando pelo menos neste momento. Falta muito pouco."