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Conteúdo publicado há
4 meses

Gabbardo se revolta com aeroporto cheio e critica aéreas: "Inadmissível"

Do UOL, em São Paulo

22/12/2020 13h41Atualizada em 22/12/2020 20h58

João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingência da covid-19 em São Paulo, criticou hoje a aglomeração de pessoas dentro do aeroporto de Guarulhos.

"É uma cena indescritível. Não tem como a gente explicar que a administração do aeroporto tenha deixado ocorrer o que ocorreu ontem. É inadmissível que as empresas aéreas, que foram as maiores prejudicadas, não estejam tendo planejamento e cuidado com o atendimento das pessoas que vão fazer check-in", iniciou ele.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva sobre as novas restrições da covid-19, em que o governo colocou todo o estado, na prática, dentro da fase vermelha entre os dias 25 e 27 de dezembro e 1 e 3 de janeiro.

O médico ainda questionou as empresas aéreas e pediu que o episódio sirva para a reflexão da sociedade sobre a real necessidade de viajar neste período de festas.

"Está faltando pessoal? Qual o problema? Isso também deve servir para que as próximas pessoas pensem bem se vale a pena correr o risco de, neste período, ir em um aeroporto e pegar um avião, se submetendo a um risco enorme de contaminação, porque é um ambiente fechado em que as pessoas estavam grudadas."

Aglomeração em praias

O coordenador rechaçou a permanência das pessoas por uma grande quantidade de tempo nas praias.

"O que a gente não deve fazer nesse período é se aglomerar nas praias. Fazer uma atividade física, ok. Dar uma caminhada na areia, ok. Mas faz isso e volta para casa. Não é lógico nesse momento levar famílias e mais famílias com guarda-sol, com cadeiras, e fazer um piquenique na praia. Correr esse risco para quê?", questionou.

"Comércio informal deve ser evitado"

Gabbardo também abordou preocupação em relação ao funcionamento dos comércios de rua em todo o estado.

Para ele, uma sugestão é "escalonar" horários para que a concentração de pessoas diminua durante o dia.

"Esse comércio informal, que aqui em São Paulo ocorre em vários locais, deve ser evitado pelas pessoas que buscam e pelas pessoas que fornecem produtos. Quem sabe pensar em fazer um escalonamento. Alguns desses vendedores vão no período da manhã, outros vão no período da tarde. Se não tiver esse cuidado, mais cedo ou mais tarde vai ter a suspensão das suas atividades", completou.

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