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3 meses

Saúde admite 'frustração' com adiamento dos dados completos da CoronaVac

Governador de São Paulo João Doria (PSDB) mostra caixa da CoronaVac - Divulgação/Governo de São Paulo
Governador de São Paulo João Doria (PSDB) mostra caixa da CoronaVac Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo

Do UOL, em São Paulo

29/12/2020 20h05

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, admitiu que houve "frustração" por parte da pasta com o adiamento na semana passada da divulgação dos resultados da Fase 3 da vacina CoronaVac, desenvolvida em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

O governo de São Paulo e o Instituto Butantan afirmaram na última quarta-feira (23) que a vacina atingiu o índice mínimo exigido de eficácia pelas agências regulatórias (50%), mas não apresentou o porcentual exato de eficácia do imunizante nem demais dados do estudo final sob a justificativa de que a Sinovac solicitou a base de dados para maiores análises.

"Infelizmente foi uma frustração para a gente. [O Butantan] ia entregar os resultados da Fase 3 e está em negociação com a Sinovac para entregar esses estudos, que seriam dados importantes para conseguir autorização de uso emergencial e facilitar essa aquisição", disse o secretário, em coletiva.

"O Butantan tem tentado [procurar a Anvisa] mesmo antes de começar a dialogar com o Ministério, como a AstraZeneca e outros laboratórios. Temos interesse e temos incentivado e verificado tudo junto com a Anvisa. Por isso nos surpreendemos com a resposta da Pfizer ontem, e com o Butantan foi uma frustração por não ter sido possível a entrega dos resultados da Fase 3."

Ontem, a farmacêutica americana Pfizer informou que que não irá submeter a sua vacina, produzida em parceria com a BionTech, para o uso emergencial no Brasil e deve se apoiar na chamada submissão contínua. Isso, na prática, agilizaria o protocolo.

Em comunicado, a Pfizer explicou que teve uma reunião com representantes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no dia 14 de dezembro para esclarecer dúvidas sobre o processo de submissão, mas que acabou se esbarrando em dificuldades do Guia de Submissão para Uso Emergencial, elaborado pela própria agência brasileira.

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