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11 meses

Com 301 óbitos em 24h, Brasil tem oito estados com alta de mortes por covid

28.dez.2020 - Movimento de consumidores nos arredores da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo - Felipe Rau/Estadão Conteúdo
28.dez.2020 - Movimento de consumidores nos arredores da Rua 25 de Março, no centro de São Paulo Imagem: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

02/01/2021 19h10

O Brasil registrou 301 novas mortes em decorrência da covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte. Oito estados registram alta no número de mortes na comparação de 14 dias, enquanto sete estados indicam queda.

Com isso, o país tem, neste sábado (2), média móvel de 704 mortes nos últimos sete dias, uma variação de -8% na comparação com 14 dias atrás, o que indica estabilidade. Pelas regras do consórcio, são consideradas estáveis variações entre -15% e 15%.

Este é o décimo dia que o país se mantém estável, mas o terceiro consecutivo em que apresenta média de mortes acima de 700.

Na quarta-feira (30), o país registrou o maior número de mortes em apenas um dia desde agosto, consolidando o aumento na curva de óbitos que vem apresentando desde meados de novembro.

Vale ressaltar, no entanto, que os registros de mortes nos fins de semana e feriados tendem a ficar represados devido à redução das equipes nas secretarias estaduais de saúde. Com isso, os dados são inseridos nos dias subsequentes, especialmente às terças e quartas-feiras.

Oito estados com número de mortes em alta

Entre os estados, oito registram alta no número de mortes em 14 dias, enquanto sete apresentam queda. Onze estados e o Distrito Federal se mantêm em estabilidade.

Três regiões do país estão número de mortes estável: Centro-Oeste (-9%), Nordeste (-11%) e Sudeste (-6%).

Apenas o Norte (44%) apresentou aceleração, enquanto o Sul segue em queda (-20%).

Dados do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde registrou 314 óbitos provocados por covid nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia até este sábado (2), a doença já matou 195.725 pessoas em todo o país.

O Brasil segue como o segundo país com maior número absoluto de mortes pelo novo coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que estão próximos das 350 mil mortes, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, que acompanha a evolução global da doença.

De ontem para hoje, foram confirmados 15.827 diagnósticos do novo coronavírus no Brasil. O total de infectados subiu para 7.716.405 desde o começo da pandemia. Com isso, segundo a Johns Hopkins, o país é o terceiro em total de casos, atrás dos EUA e da Índia.

De acordo com o governo federal, 6.769.420 pessoas se recuperaram da doença, e 748.883 estão em acompanhamento.

Especialistas indicam cálculo de média móvel

Para medir a situação das mortes causadas pela covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. O indicador é o mais adequado para observar a tendência das estatísticas, por ponderar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse método para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-1%)

  • Minas Gerais: queda (-16%)

  • Rio de Janeiro: estável (-7%)

  • São Paulo: estável (-1%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (20%)

  • Amazonas: aceleração (81%)

  • Amapá: estável (0%)

  • Pará: aceleração (45%)

  • Rondônia: aceleração (46%)

  • Roraima: queda (-18%)

  • Tocantins: estável (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: aceleração (41%)

  • Bahia: estável (4%)

  • Ceará: queda (-52%)

  • Maranhão: estável (2%)

  • Paraíba: estável (-12%)

  • Pernambuco: queda (-25%)

  • Piauí: estável (-13%)

  • Rio Grande do Norte: estável (-4%)

  • Sergipe: aceleração (24%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (-11%)

  • Goiás: queda (-59%)

  • Mato Grosso: aceleração (24%)

  • Mato Grosso do Sul: aceleração (28%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-37%)

  • Rio Grande do Sul: estável (-4%)

  • Santa Catarina: queda (-16%)

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