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Coronavírus

SP vai pedir aplicação emergencial da CoronaVac à Anvisa na quinta

Governador de São Paulo João Doria (PSDB) mostra caixa da CoronaVac - Divulgação/Governo de São Paulo
Governador de São Paulo João Doria (PSDB) mostra caixa da CoronaVac Imagem: Divulgação/Governo de São Paulo

Leonardo Martins

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/01/2021 20h25Atualizada em 04/01/2021 22h25

O governo do Estado de São Paulo vai pedir a autorização para o uso emergencial da CoronaVac, vacina contra a covid-19, nesta quinta-feira (7) à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O anúncio será feito durante a entrevista coletiva do governo para o anúncio da reclassificação das cidades no Plano São Paulo.

Com a documentação e os estudos do laboratório Sinovac Biotech (autor da vacina) em mãos, a Anvisa terá dez dias para autorizar ou não a aplicação do imunizante.

Segundo uma fonte do Centro de Contigência ao Coronavírus em São Paulo ouvida pelo UOL, não há razão, na visão do estado, para que o órgão não aprove a vacinação com o composto. "Nem por pressão política isso seria possível. Não há motivo para barrar", disse.

O objetivo do comitê de saúde estadual é conseguir junto à Anvisa toda a liberação da CoronaVac antes de 25 de janeiro, dia marcado para o início da vacinação do Estado. O governador João Doria (PSDB) já insistiu em diversas ocasiões que a aplicação acontecerá.

Será solicitado ao órgão tanto o uso emergencial quanto o definitivo da imunização. A diferença entre os dois processos é que a análise dos dados da vacina para aplicação definitiva é mais demorada e levaria alguns meses.

Dados de eficácia

O percentual de eficácia da CoronaVac ainda não foi divulgado pelo governo estadual, mas o comitê de saúde e o Instituto Butantan, órgão que fabrica a maioria das vacinas brasileiras, garantem que a vacina é eficaz, mesmo que não chegue aos 90%.

Por um imbróglio envolvendo o governo, a Sinovac Biotech e outros países em que a vacina está sendo aplicada, a divulgação desse índice foi adiada e deve ser fornecida diretamente à Anvisa.

Em entrevista à GloboNews hoje, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn, disse que ainda não há um acordo definitivo com o Ministério da Saúde para que a CoronaVac seja utilizada pelo governo federal em todo o Brasil.

As negociações estão abertas, e a vacina está prevista no PNI (Programa Nacional de Imunização). Mas, mesmo sem acordo com a pasta federal, Gorinchteyn ressaltou que a vacinação em São Paulo acontecerá a partir do dia 25 de janeiro, conforme o previsto desde o ano passado.

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