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1 mês

Brasil tem 1.266 mortos por covid em 24 h, maior marca desde 18 de agosto

Brasil se aproxima da marca de 8 milhões de casos e 200 mil óbitos causados pela covid-19 - RICARDO MORAES
Brasil se aproxima da marca de 8 milhões de casos e 200 mil óbitos causados pela covid-19 Imagem: RICARDO MORAES

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/01/2021 19h42Atualizada em 06/01/2021 21h25

Pelo segundo dia consecutivo, o Brasil registrou mais de mil novas mortes provocadas pela covid-19 em um intervalo de 24 horas. Foram 1.266 óbitos contabilizados de ontem para hoje, maior número desde 18 de agosto, quando houve 1.365. O total de mortes desde o começo da pandemia chegou a 199.043. Os dados são do consórcio de imprensa do qual o UOL faz parte.

Segundo levantamento do consórcio, foram registradas na terça-feira (5) 1.186 novas mortes por covid-19 em um intervalo de 24 horas. Antes, as últimas vezes nas quais houve mais de mil novas mortes no mesmo período de tempo foram em 29, 30 e 31 de dezembro - com, respectivamente, 1.075, 1.224 e 1.036 novos óbitos.

Foram 729 óbitos em média nos últimos sete dias, o que representa uma estabilidade de -1% na comparação com 14 dias atrás. Hoje o país completa duas semanas com estabilidade, embora a média móvel nacional esteja crescendo. O número de hoje é o maior desde a véspera de Natal.

Vale ressaltar, no entanto, que os registros de mortes nos fins de semana e feriados tendem a ficar represados devido à redução das equipes nas secretarias de saúde. Com isso, os dados são inseridos nos dias subsequentes, especialmente terças e quartas-feiras.

Houve 62.532 diagnósticos positivos para o novo coronavírus nas últimas 24 horas em todo o país, elevando o total de infectados para 7.874.539 desde o início da pandemia.

Dados da Saúde

Em boletim divulgado hoje, o Ministério da Saúde divulgou que houve o cadastro de 1.242 novos óbitos causados pela doença de ontem para hoje - maior número desde 25 de agosto (1;271). O total de mortes desde o início da pandemia chegou a 198.974.

Na terça-feira (5), pelos dados do Ministério, foram confirmadas 1.171 novas mortes por covid-19 entre um dia e outro. Antes, as últimas vezes nas quais houve registro de mais de mil novas mortes pela doença em um intervalo de 24 horas foram em 29, 30 e 31 de dezembro, com 1.111, 1.194 e 1.074 novos óbitos, respectivamente.

De ontem para hoje, foram registrados 63.430 testes positivos para o novo coronavírus em todo o país. Desde o começo da pandemia, o número de infectados subiu para 7.873.830.

Segundo a pasta, 7.036.530 pessoas se recuperaram da doença, com outras 638.326 em acompanhamento.

Oito estados e DF em alta

Entre os estados, oito e o Distrito Federal registram aceleração na variação de 14 dias, enquanto outros cinco apresentam queda. Treze se mantêm em estabilidade.

Já na regiões, apenas o Norte apresentou aceleração com 62%. As demais apresentaram estabilidade: Centro-Oeste (1%), Nordeste (-2%), Sudeste (-2%) e Sul (-14%).

Especialistas indicam cálculo de média móvel

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-18%)

  • Minas Gerais: queda (-21%)

  • Rio de Janeiro: aceleração (-23%)

  • São Paulo: estável (-4%)

Região Norte

  • Acre: estável (-9%)

  • Amazonas: aceleração (137%)

  • Amapá: estável (-6%)

  • Pará: estável (14%)

  • Rondônia: aceleração (37%)

  • Roraima: aceleração (200%)

  • Tocantins: aceleração (73%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (2%)

  • Bahia: estável (0%)

  • Ceará: aceleração (38%)

  • Maranhão: estável (-2%)

  • Paraíba: aceleração (27%)

  • Pernambuco: queda (-39%)

  • Piauí: estável (15%)

  • Rio Grande do Norte: estável (-6%)

  • Sergipe: aceleração (19%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: aceleração (23%)

  • Goiás: estável (3%)

  • Mato Grosso: estável (-5%)

  • Mato Grosso do Sul: estável (-5%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-19%)

  • Rio Grande do Sul: estável (-6%)

  • Santa Catarina: queda (-19%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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