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MA: Polícia investiga perfil falso que vendia vacinas em nome de secretário

Carlos Lula, secretário de Saúde do Maranhão, denunciou suposto perfil falso que se passava por ele para vender vacina - Karlos Geromy/Governo do Maranhão
Carlos Lula, secretário de Saúde do Maranhão, denunciou suposto perfil falso que se passava por ele para vender vacina Imagem: Karlos Geromy/Governo do Maranhão

Alexandre Santos

Colaboração para o UOL, em Salvador

21/01/2021 21h58Atualizada em 22/01/2021 14h58

A Polícia Civil do Maranhão investiga a autoria de um perfil no aplicativo WhatsApp que utiliza nome e foto do secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, para negociar uma suposta venda de vacinas contra a covid-19.

O caso foi denunciado hoje pelo próprio secretário, que divulgou um vídeo em uma rede social alertando gestores municipais para o risco de se tornarem alvos da fraude. Presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula também compartilhou prints de mensagens supostamente trocadas entre o autor e uma possível vítima do golpe.

Ao UOL, a assessoria da gestão estadual confirmou que a pasta já registrou um boletim de ocorrência e tomará todas as medidas cabíveis para tentar identificar os responsáveis por criar o conteúdo criminoso.

"Quando você menos espera, pronto: fizeram um perfil fake meu no WhatsApp. É isso mesmo, estão se passando por mim para vender vacinas contra a covid-19, um absurdo total. Por favor, se você identificar esse perfil usando meu nome, pode bloquear. Eu jamais me prestaria a esse papel repugnante, abjeto, baixo. Realmente eu não sei o que mais me surpreende. O ato criminoso de alguém se passar por mim em uma rede social ou a pessoa ter coragem, um pusilânime desse ter coragem de comercializar vacina no meio dessa pandemia. É triste demais", diz Carlos Lula no vídeo.

"Quem se deparar com esse perfil fake pode mandar uma mensagem aqui no Instagram. Principalmente vocês, secretários municipais de Saúde, que estão sendo contatados. As providências cabíveis serão tomadas. E todas as consequências para o autor desse crime, desse marginal, virão. Isso não passará impune", acrescentou o secretário.

Prints mencionam campanha de vacinação

Ainda não se sabe se os diálogos ocorreram de fato ou se foram apenas simulados pelo autor do perfil fake. Para se passar pelo secretário de Saúde, o responsável pela fraude utilizou uma imagem em que Carlos Lula aparece diante de uma logomarca da pasta da Saúde.

Em uma das supostas conversas por meio do aplicativo, há um print com dados bancários de uma mulher. Em seguida, após supostamente fechar a venda, o criminoso solicita informações para que o imunizante seja entregue. "Me passe o contato de quem vai buscar, para passar para Dra. Marcella. Ela entrará em contato", diz um trecho da conversa.

Em outro trecho, o golpista que se passa pelo secretário faz perguntas acerca da campanha de vacinação em uma determinada cidade, cujo nome não aparece no material capturado. A marca da vacina supostamente negociada também não é mencionada nos trechos divulgados.

"Boa noite, Querido! Como está sendo a primeira etapa da distribuição das vacinas no município", lê-se na indagação, que contém erros gramaticais e falta de pontuação.

Na resposta, o suposto cliente diz que "está sendo um sucesso" e afirma estar "muito feliz com o nosso início da vacinação", parabenizando o secretário.

"Muito bom!! Logo, logo teremos mais vitórias. Estarei acompanhando de perto e à disposição", retruca o dono do perfil atribuído ao secretário.

Whatsapp orienta prevenção de golpes

Procurada pelo UOL, a assessoria do WhatsApp informou que não permite o uso do seu serviço para fins ilícitos ou não autorizados, dentre os quais a violação de direitos de terceiros ou passar-se por outra pessoa.

Em nota, a empresa esclareceu que oferece mecanismos para que seus usuários se protejam de golpes na plataforma e recomenda a ativação da confirmação em duas etapas, que funciona como uma camada extra de segurança para as contas.

"Esse recurso possibilita o cadastro de um e-mail e de um PIN de seis dígitos, solicitado periodicamente para o usuário e necessário para confirmar o número no WhatsApp. Este PIN, assim como o código de verificação enviado por SMS, não deve ser compartilhado com outras pessoas, nem mesmo amigos próximos ou familiares", explica.

Ainda de acordo com a plataforma, ao receber mensagens de uma pessoa supostamente conhecida solicitando dinheiro, é recomendável entrar em contato por telefone para confirmar a autenticidade do pedido. No caso de um contato se fazendo passar por outra pessoa, o usuário que recebeu a mensagem deve reportar a conversa por meio da opção "denunciar" disponível no menu do aplicativo.

Também é importante enviar um email para support@whatsapp.com com o máximo de informações possível (número de telefone em formato internacional e descrição do ocorrido, por exemplo) para alertar sobre uma conta que esteja fazendo uso indevido de seu nome e/ou foto.

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