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Coronavírus

CNT/MDA: 24,5% dizem que Bolsonaro é o principal responsável pela vacina

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido)  - Alexandre Neto/Photopress/Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Imagem: Alexandre Neto/Photopress/Estadão Conteúdo

Natália Lázaro

Colaboração para o UOL, em Brasília

22/02/2021 13h09

Pesquisa CNT/MDA divulgada hoje aponta que para 24,5% da população o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) é o principal responsável pela chegada da vacina contra a covid-19 no Brasil.

Já 21,6% dos entrevistados dizem acreditar que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi o principal responsável. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

O levantamento ainda aponta que para 21,2% os dois têm a mesma responsabilidade pela vacina. Já para 21,5% nenhum dos dois é o principal responsável. 10,7% não sabem ou não responderam.

Segundo o instituto de pesquisas MDA, cujo estudo foi contratado pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes), foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, de 18 a 20 de fevereiro, em 137 municípios de 25 Unidades da Federação.

Bolsonaro e Doria têm travado uma disputa de olho na eleição de 2022. O presidente sempre desdenhou da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, em parceria com um laboratório chinês. Só recentemente Bolsonaro disse que a CoronaVac era a vacina do Brasil.

No mês passado, Bolsonaro reforçou que não iria tomar a vacina dizendo que quem optasse pela imunização deveria arcar com os possíveis efeitos colaterais.

Segundo a pesquisa da CNT/MDA de hoje, 62,8% dos brasileiros disseram que vão vacinar independentemente do fabricante do imunizante, enquanto 16,7% da população afirmou que não vão se vacinar.

A Coronavac teve maior aceitação entre os entrevistados: 9,5% disseram que só vão se vacinar se for por meio desta imunização. Enquanto 3,8% alegaram que só irão tomar a Astrazena/Oxford, da Fiocruz.

Dos entrevistados, 3,2% já haviam tomado a vacina e outros 4% não souberam ou não responderam.

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