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Conteúdo publicado há
1 mês

Brasil registra maior média de mortes por covid-19 pelo 3º dia consecutivo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/03/2021 18h24Atualizada em 01/03/2021 23h36

Pelo terceiro dia consecutivo, o Brasil bateu recorde na média móvel de mortes por covid-19. Foram 1.223 óbitos em média nos últimos sete dias, o que coloca o país novamente em tendência de aceleração. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte, com base em dados fornecidos pelas secretarias estaduais de saúde.

Os recordes sucessivos comprovam que o Brasil vive atualmente o seu pior momento desde março de 2020. O país passa também pelo maior período com média de mortes acima de mil: já são 40 dias. O mês de fevereiro de 2021 é o segundo mais letal em toda a pandemia.

As seis maiores médias móveis de mortes por covid-19 em toda a pandemia ocorreram nos últimos seis dias:

  • 1º de março - 1.223
  • 28 de fevereiro - 1.208
  • 27 de fevereiro - 1.180
  • 25 de fevereiro - 1.150
  • 26 de fevereiro - 1.148
  • 24 de fevereiro - 1.129

Com a média móvel registrada hoje e os recordes consecutivos, o Brasil volta a apresentar aceleração (16%) na comparação com 14 dias atrás. A última vez que o país registrou alta foi em 21 de janeiro.

Nas últimas 24 horas, o país registrou 818 novas mortes causadas pela covid-19, elevando o total de óbitos para 255.836 desde o começo da pandemia. Os números não indicam quando os óbitos ocorreram de fato, mas, sim, quando passaram a contar dos balanços oficiais.

Catorze estados e o Distrito Federal também apresentam tendência de alta, enquanto apenas quatro têm queda. Outros oito mantêm índices estáveis.

Das 5 regiões, 3 registram tendência de alta: Nordeste (49%), Norte (49%) e Sul (114%). Centro-Oeste (-3%) e Sudeste (1%) estão estáveis.

De ontem para hoje, houve 40.479 diagnósticos positivos para o novo coronavírus. Desde o início da pandemia, o total de infectados no país chegou a 10.589.608.

Dados da Saúde

Nesta segunda-feira (1º), o Ministério da Saúde divulgou que o Brasil registrou 778 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, a doença causou um total de 255.720 óbitos no país.

De ontem para hoje, houve 35.742 testes positivos para o novo coronavírus, de acordo com a pasta. O número de infectados chegou a 10.587.001 desde o começo da pandemia.

Segundo o governo federal, 9.457.100 pessoas se recuperaram da doença, com outras 874.181 em acompanhamento.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (1%)

  • Minas Gerais: estável (-5%)

  • Rio de Janeiro: estável (0%)

  • São Paulo: estável (6%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (38%)

  • Amazonas: queda (-49%)

  • Amapá: queda (-35%)

  • Pará: aceleração (53%)

  • Rondônia: estável (-12%)

  • Roraima: queda (-25%)

  • Tocantins: aceleração (68%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estável (15%)

  • Bahia: aceleração (60%)

  • Ceará: aceleração (64%)

  • Maranhão: aceleração (71%)

  • Paraíba: aceleração (46%)

  • Pernambuco: estável (-13%)

  • Piauí: aceleração (72%)

  • Rio Grande do Norte: aceleração (116%)

  • Sergipe: estável (25%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: aceleração (48%)

  • Goiás: queda (-27%)

  • Mato Grosso: aceleração (21%)

  • Mato Grosso do Sul: estável (-1%)

Região Sul

  • Paraná: aceleração (82%)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (123%)

  • Santa Catarina: aceleração (154%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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