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Debate sobre priorizar economia ou saúde é 'grande burrice', diz Paes

"Eu acho que essas coisas [economia e saúde] caminham juntas, unidas", defendeu Paes à CNN Brasil - Saulo Ângelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
"Eu acho que essas coisas [economia e saúde] caminham juntas, unidas", defendeu Paes à CNN Brasil Imagem: Saulo Ângelo/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

04/03/2021 21h32Atualizada em 04/03/2021 21h49

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), criticou hoje o debate — promovido principalmente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) — sobre priorizar a economia ou a saúde em meio à pandemia. Para ele, as duas áreas caminham juntas, e seguir insistindo em escolher uma em detrimento da outra é uma "grande burrice".

Paes também evitou fazer críticas às declarações de Bolsonaro contra medidas de isolamento, comprovadamente eficazes para conter a disseminação do coronavírus. O prefeito disse não se achar nem suicida, nem ignorante — como sugeriu o presidente sobre aqueles que decretam restrições rígidas —, defendendo que tem agido "da maneira mais equilibrada possível desde o início".

"A grande burrice que estamos vivendo no Brasil, mais uma, é ficar estabelecendo esse debate. Eu tenho muita dificuldade de debater. Eu acho que essas coisas caminham juntas, unidas, se não houver saúde as pessoas vão temer, vai haver restrições, e a gente vai vivendo isso que a gente está vivendo", disse Paes em entrevista à CNN Brasil.

Talvez se a gente tivesse tido essa consciência desde o início, talvez estivéssemos em um processo de vacinação mais rápido. A doença vai influenciar na economia, não tem jeito. Se a gente tivesse vacinando com mais intensidade mais tempo, a economia estaria em uma situação melhor. Eduardo Paes (DEM), prefeito do Rio de Janeiro

Lockdown é "impossível"

O prefeito do Rio reconheceu que é "impossível" fazer um lockdown na capital fluminense, mas se comprometeu a ouvir as autoridades sanitárias e "estabelecer um ponto de equilíbrio", respeitando a realidade da cidade.

Paes citou como exemplo a liberação das praias, que, segundo o comitê científico que acompanha as decisões da prefeitura, é "algo importante", uma vez que as pessoas também têm direito ao lazer. Ele reforçou, porém, a necessidade de atenção aos cuidados preventivos, como uso de máscara, respeito ao distanciamento social e higienização das mãos.

"Eu não vou ficar debatendo algo para o qual tantos brasileiros perdem sua vida diariamente, como se fosse ficção. Não é ficção, é realidade. Vamos ouvir a ciência, pensar na economia, quais são os setores que mais impactam, que nível de restrição você pode estabelecer... Há uma parcela da população brasileira que tem muita dificuldade de permanecer em casa", afirmou.

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