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15 dias

Saúde negocia compra de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer

Empresários e políticos de MG compram vacina da Pfizer e não doam ao SUS - Reprodução
Empresários e políticos de MG compram vacina da Pfizer e não doam ao SUS Imagem: Reprodução

Gilvan Marques e Lucas Valença

Do UOL, em São Paulo, e colaboração para o UOL, em Brasília

20/04/2021 17h39

O Ministério da Saúde negocia a compra de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer, produzida em parceria com a BioNTech, contra a covid-19. A informação foi noticiada pela CNN Brasil e confirmada pelo UOL.

Nas redes sociais, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse que a negociação do novo lote começou há cerca de 20 dias e que "a pasta busca dar celeridade ao processo".

O UOL também procurou a assessoria da Pfizer, e aguarda retorno.

Em março, o então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, já havia anunciado acordo para aquisição de outros 100 milhões de doses da farmacêutica americana. As primeiras doses do imunizante devem chegar ao Brasil no dia 29 deste mês.

Segundo o Ministério da Saúde, a previsão da fabricante é que a primeira remessa de imunizantes será de um milhão de doses. Ela faz parte do quantitativo de dois milhões de doses que o governo federal conseguiu antecipar.

No total, o governo brasileiro tem a previsão da Pfizer de entrega de 15,5 milhões de doses para os meses de abril, maio e junho.

Com a chegada das doses, a vacina da Pfizer se juntará aos dois imunizantes contra a covid-19 aplicados no Brasil atualmente: a CoronaVac, envasada pelo Instituto Butantan, e a vacina da AstraZeneca/Oxford, produzida pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Governo negou 3 ofertas da Pfizer

O governo brasileiro rejeitou no ano passado três ofertas da farmacêutica Pfizer, deixando de obter ao menos três milhões de doses em meio à escassez de vacinas contra a covid-19, conforme noticiou o jornal "Folha de S.Paulo", em janeiro.

Duas das propostas feitas antes previam vacinas já em dezembro, quando o imunizante passou a ser aplicado em países como Reino Unido e EUA. A terceira previa as vacinas em janeiro.

As negociações entre governo brasileiro e a farmacêutica ocorrem desde junho do ano passado, um mês antes de assinar um acordo confidencial com cláusulas semelhantes às que foram aceitas pela União Europeia e mais 12 países, 6 deles latino-americanos.

Em dezembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ironizou o imunizante da Pfizer/BioNTech: "Lá no contrato da Pfizer, está bem claro que nós [a Pfizer] não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral. Se você virar um jacaré, é problema seu", disse ele, na ocasião.

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