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Coronavírus

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15 dias

Com média de 2.543 mortes diárias, Brasil registra 2.070 óbitos em 24 h

Total de mortes por covid-19 chega a 383.757, segundo consórcio dos veículos de imprensa - Rovena Rosa/Agência Brasil
Total de mortes por covid-19 chega a 383.757, segundo consórcio dos veículos de imprensa Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

Sara Baptista e Ricardo Espina

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

22/04/2021 20h03Atualizada em 22/04/2021 20h23

Entre ontem e hoje, 2.070 novos óbitos em decorrência da covid-19 foram registrados no Brasil, elevando o total de mortes causadas pela doença a 383.757. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, junto às secretarias estaduais de saúde.

Nos últimos sete dias, morreram, em média, 2.543 pessoas por dia por conta da infecção pelo novo coronavírus. Este é o 92º dia consecutivo com média móvel acima de mil. Há mais de um mês o índice tem se mantido acima de 2.000.

Os dados de hoje revelam uma oscilação maior do que a que costuma ser observada diariamente. O estado de São Paulo, por exemplo, registrou ontem 977 óbitos, enquanto hoje o número ficou em 183. Outro estado que apresentou grande diferença foi o Rio Grande do Sul, que teve ontem 175 mortes e hoje 62. As notificações que fogem aos padrões são consequência de defasagens históricas nos dados do início da semana por conta dos plantões nas secretarias de saúde aos sábados, domingos e feriados.

Desde o início do ano passado, 14.172.139 de pessoas já foram contaminados pelo novo coronavírus, 50.023 desses oficializados na noite desta quinta. Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Nos balanços do governo federal, por sua vez, foram incluídas 2.027 novas mortes nas últimas 24 horas, o que totaliza 383.502 óbitos. Além disso, foram 45.178 novos casos confirmados. Assim, o total de infectados atingiu 14.167.973, dos quais 12.673.785 pessoas se recuperaram da doença até o momento, com outras 1.110.686 em acompanhamento.

A pandemia nos estados

Quatro regiões do país apresentam queda na variação da média móvel de mortes: Centro-Oeste (-20%), Nordeste (-17%), Sudeste (-16%) e Sul (-26%). A região Norte, por sua vez, está em aceleração, com 39%. No geral, o Brasil apresenta um índice considerado estável, de -13%, na variação de 14 dias.

São onze estados com estabilidade nos registros, enquanto dois apresentam alta e outros treze estados e o DF estão em queda.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estabilidade (5%)
  • Minas Gerais: estabilidade (12%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (6%)
  • São Paulo: queda (-18%)

Região Norte

  • Acre: aceleração (39%)
  • Amazonas: queda (-23%)
  • Amapá: queda (-19%)
  • Pará: aceleração (60%)
  • Rondônia: estabilidade (0%)
  • Roraima: estabilidade (-10%)
  • Tocantins: queda (-19%)

Região Nordeste

  • Alagoas: estabilidade (-1%)
  • Bahia: estabilidade (-8%)
  • Ceará: queda (-23%)
  • Maranhão: estabilidade (-7%)
  • Paraíba: queda (-23%)
  • Pernambuco: estabilidade (-4%)
  • Piauí: queda (-23%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-18%)
  • Sergipe: estabilidade (9%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-17%)
  • Goiás: estabilidade (-13%)
  • Mato Grosso: queda (-31%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-19%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-40%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-38%)
  • Santa Catarina: queda (-32%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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