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Paes volta atrás e vai rever exigência do passaporte da vacina

Prefeitura do Rio publicou um decreto que amplia a exigência do passaporte da vacina a bares, restaurantes e transporte por app - Ellan Lustosa/Código19/Estadão Conteúdo
Prefeitura do Rio publicou um decreto que amplia a exigência do passaporte da vacina a bares, restaurantes e transporte por app Imagem: Ellan Lustosa/Código19/Estadão Conteúdo

Igor Mello e Lola Ferreira

Do UOL, no Rio

02/12/2021 08h23

Após publicar na manhã de hoje um decreto que amplia a exigência do passaporte da vacina, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), disse que algumas medidas podem ter sido exageradas e serão revistas.

O decreto de hoje impõe a obrigatoriedade de apresentação de um comprovante de que a pessoa recebeu ao menos a 1ª dose do imunizante contra covid-19 para a entrada em locais que incluem bares e restaurantes fechados ou cobertos, shoppings, salões de beleza, boates, hotéis e até táxis ou transportes por aplicativo.

Em entrevista no início da tarde, Paes afirmou que amanhã publicará um novo decreto, revogando algumas exigências. O prefeito sinalizou que o documento não será exigido para entrada em shoppings e para uso de táxis e transportes por aplicativo.

Mesmo com o recuo, Paes continuou defendendo o certificado: "O passaporte vacinal é uma proteção para a cidade ficar aberta. Ele é a garantia de que a gente faria o Rio voltar a funcionar, como estamos fazendo".

Até o momento, o passaporte de vacinação é solicitado no Rio de Janeiro, para a entrada em grandes eventos, estádios, pontos turísticos, cinemas e teatros (veja lista abaixo).

Além das proibições, o decreto de hoje da Prefeitura do Rio ressalta ainda que a produção, uso e comercialização de um passaporte vacinal falso "sujeitam o infrator à responsabilização administrativa". Em setembro, cartões de vacinação foram roubados na cidade do Rio após o anúncio de que o documento seria exigido para acesso a determinados locais.

Veja a lista de locais que exigem o passaporte vacinal no Rio:

  1. Academias de ginástica, piscinas, centros de treinamento e de condicionamento físico, clubes sociais e vilas olímpicas;
  2. Estádios e ginásios esportivos;
  3. Cinemas, teatros, salas de concerto, salões de jogos, circos, recreação infantil e pistas de patinação;
  4. Atividades de entretenimento, boates, casas de espetáculos, festas e eventos em geral que dependam de autorização transitória;
  5. Locais de visitação turísticas, museus, galerias e exposições de arte, aquário, parques de diversões, parques temáticos, parques aquáticos, apresentações e drive-in;
  6. Conferências, convenções e feiras comerciais;
  7. Estabelecimentos de hospedagem e acomodação de qualquer espécie, as locações de imóveis por temporada e os serviços contratados por aplicativo;
  8. Bares, lanchonetes, restaurantes, refeitórios e serviços de alimentação, para a acomodação de clientes sentados nas áreas internas ou protegidas por cobertura de qualquer natureza;
  9. Serviços de embelezamento, estética e congêneres;
  10. Shopping centers e centros comerciais (exigência deve ser revista);
  11. Serviços de transporte de passageiros por taxímetro ou aplicativo (exigência deve ser revista).

Governo do estado fez alerta sobre variante ômicron

Um documento obtido pelo UOL mostra que na última segunda-feira (29), a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro fez um alerta aos municípios sobre a possível propagação da variante ômicron, identificada por autoridades da África do Sul.

Segundo o documento, as vigilâncias sanitárias municipais devem intensificar o monitoramento de pessoas que tenham vindo do exterior.

"Emissão de alerta as vigilâncias Municipais com orientação para aumento da sensibilidade da vigilância em viajantes. Para tanto, solicitamos que seja realizada a coleta de amostras para realização de exame RT-PCR de viajante que vier de fora do país nos últimos 14 dias, e que apresente quadro de SG [síndrome gripal], com posterior envio ao LACEN RJ", diz trecho do documento.

A orientação tem como objetivo fazer o monitoramento genômico das cepas em circulação no estado. Nos últimos meses, o Rio de Janeiro se tornou o epicentro da variante delta no país.