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Com CoronaVac, vacinaremos as crianças em uma semana, diz prefeitura de SP

A cidade de São Paulo poderia vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos em uma semana com a CoronaVac, que ainda não tem aval da Anvisa para uso pediátrico - iStock
A cidade de São Paulo poderia vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos em uma semana com a CoronaVac, que ainda não tem aval da Anvisa para uso pediátrico Imagem: iStock

Do UOL, em São Paulo

14/01/2022 08h41Atualizada em 14/01/2022 09h00

A cidade de São Paulo poderia vacinar todas as crianças de 5 a 11 anos em uma semana com a vacina CoronaVac, que ainda aguarda aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para uso pediátrico. A CoronaVac é produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, em São Paulo.

"Se tivermos autorização para fazer com CoronaVac, e temos uma grande quantidade de doses, o cronograma pode ser antecipado muito rapidamente. Temos capacidade de vacinar meio milhão de pessoas por dia. Em uma semana, no máximo, poderíamos vacinar todas as crianças", afirmou a secretária-executiva de Saúde de SP, Sandra Fonseca, em entrevista à CNN.

Na cidade de São Paulo, são 1,35 milhão de crianças de 5 a 11 anos. Apenas a vacina infatil da Pfizer tem autorização da Anvisa para aplicação em crianças, mas a avaliação da CoronaVac está "próxima da decisão final", informou a agência (veja abaixo).

O Brasil recebeu ontem o primeiro lote da vacina infantil da Pfizer, com 1,2 milhão de doses. A cidade de São Paulo terá 60 mil doses.

"O efeito colateral dessa vacina [da Pfizer] é como das outras: a criança pode sentir uma dorzinha no local da aplicação, pode ter sensação febril, ficar um pouquinho mais quieta, com dorzinha no corpo, mas tudo isso passa em 24 horas, como nos adultos, e a criança fica protegida contra a covid", afirmou Sandra.

O governo de SP começa a vacinar hoje crianças de 5 a 11 anos em ato simbólico, previsto para começar ao meio-dia, que será realizado no Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Anvisa diz que decisão sobre CoronaVac está 'próxima'

A Anvisa se reuniu ontem com representantes do Instituto Butantan, pesquisadores do Chile e infectologistas para colher mais dados sobre a aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. As informações serão avaliadas por especialistas e, depois, consideradas pela agência no processo de análise do uso emergencial do imunizante contra a covid-19.

Na reunião, segundo a Anvisa, foram apresentados estudos feitos pelo governo chileno durante a aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes no país. Agora, especialistas convidados analisarão esses dados e produzirão relatórios, que posteriormente serão enviados à agência reguladora.

A agência tem 14 dias dos 30 do prazo de análise para definir se autoriza ou não o uso do imunizante para a faixa etária.

"Os especialistas da Gerência Geral de Medicamentos da Agência seguem a análise do pedido de uso emergencial da vacina CoronaVac para crianças. A avaliação está entrando na etapa final e próxima da decisão final. O relatório da área técnica será votado em reunião extraordinária da diretoria colegiada da Anvisa", informou a agência em comunicado.

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