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4 meses

Covid: Queiroga diz que enviará dados à Anvisa para liberação de autoteste

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista coletiva em Brasília - Mateus Bonomi/Reuters
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista coletiva em Brasília Imagem: Mateus Bonomi/Reuters

Do UOL, em São Paulo

19/01/2022 18h17

O ministro da Saúde anunciou na tarde de hoje que enviará os dados solicitados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para a liberação da venda de autotestes de covid-19.

"O Ministério da Saúde mantém a posição em favor da liberação dos autotestes de covid-19 para a venda em farmácias. Vamos complementar as informações solicitadas pela Anvisa. Em relação aos testes no SUS, as demandas têm sido atendidas. Até semana finalizarem [sic] o envio de 15 mi de testes", escreveu nas redes sociais.

A Anvisa decidiu hoje, em reunião de diretoria, adiar a liberação do autoteste de covid-19 no país, pedido pelo Ministério da Saúde na semana passada. Por 4 votos a 1, a agência deu um prazo de 15 dias para que o ministério apresente informações adicionais sobre o uso dos testes.

Defendidos nesta semana pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), os autotestes são usados na Europa e nos Estados Unidos, mas ainda não foram liberados do Brasil. No caso do autoteste, que deverá ser encontrado em farmácias, o próprio paciente é quem coleta a sua amostra, em casa, e tira o resultado conforme as instruções do fabricante.

Devido ao avanço da variante ômicron, ao aumento da demanda e à falta de outros tipos de testes no mercado, o governo de Bolsonaro vê na liberação dos autotestes uma solução para o problema.

A diretora Cristiane Jourdan, relatora do pedido, foi a única que votou para liberar o autoteste, mas fez ressalvas para destacar que o ministério deveria detalhar uma estratégia de testagem em âmbito nacional. Para os demais diretores, porém, o governo deve elaborar esta política pública antes que os autotestes sejam liberados.

"Uma aprovação nestes moldes pura e tão somente forneceria a possibilidade de acesso a um instrumento de triagem diagnóstica, que necessariamente precisa vir a reboque de uma política pública, no sentido de sanar uma série de questões até o momento não totalmente contempladas pela análise que fizemos", afirmou o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

A diretoria colegiada da Anvisa volta a se reunir amanhã, a partir das 10h, para decidir se libera a vacina Coronavac para crianças a partir de 3 anos de idade. O pedido de uso emergencial do imunizante para o público infantil foi feito pelo Instituto Butantan.

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