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Preços de testes de covid vão de R$ 175 a R$ 450 em SP, identifica Procon

Demanda alta por testes tem feito com que eles passem a faltar ou a ficar limitados em farmácias e laboratórios - Carl de Souza/AFP
Demanda alta por testes tem feito com que eles passem a faltar ou a ficar limitados em farmácias e laboratórios Imagem: Carl de Souza/AFP

Do UOL, em São Paulo

19/01/2022 15h51Atualizada em 19/01/2022 15h55

Em balanço sobre mais um dia da Operação Teste Covid-19 - Sem Abusos, o Procon-SP identificou, no estado, testes de covid-19 do tipo PCR custando de R$ 175 a R$ 450 para o consumidor.

A identificação foi feita na data de ontem, terceiro dia da operação, quando o Procon-SP fiscalizou 179 laboratórios e farmácias em todo o estado, sendo 90 deles na capital.

No dia anterior — última segunda-feira (17) —, o segundo da operação e o primeiro em que equipes do órgão foram às ruas, o Procon-SP já havia visitado 88 pontos de testes de covid-19, sendo 40 deles na capital.

Na ocasião, o agentes fiscalizadores do Procon-SP constaram preços mínimos de R$ 178 e máximos de R$ 385 para exames do tipo PCR em todo o estado.

"Os estabelecimentos fiscalizados terão que comprovar por qual motivo ocorreram elevações de preços e, caso não haja uma explicação razoável e ditada por questões econômicas, pode ser caracterizada prática abusiva", segundo o órgão.

Fiscalizadores do Procon-SP estão requisitando notas ficais que justifiquem os valores que estão sendo pagos por consumidores para a realização de testes de covid às farmácias e aos laboratórios.

Outra questão que está sendo fiscalizada pelo Procon-SP é se pessoas que estão procurando testes de maneira particular estão sendo colocadas de forma prioritária na fila em detrimento de quem procura os exames por meio de planos de saúde.

Desde a virada de ano, farmácias e laboratórios estão ficando sem testes de covid-19 por causa do aumento na procur, que ocorre em um contexto de alta de casos da doença, a maior parte deles decorrentes da variante ômicron, mais contagiosa.

Na semana passada, a Rede D'Or, a maior rede de hospitais privados do Brasil, passou a restringir a realização de testes de covid-19, com priorização para pacientes graves e internados, além de profissionais de saúde, por causa da pressão vinda da demanda.

Já o Grupo Fleury, gestor de três redes de laboratórios, disse que houve um aumento de até cinco vezes nos exames RT-PCR realizados nas unidades de 20 dezembro a 8 de janeiro e que o número de casos positivos saltou de 5% para 52% no mesmo período.

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