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Covid: Média móvel de mortes fica em 226 e completa 35 dias acima de 200

Brasil já registrou mais de 678 mil mortes causadas pela covid-19  - Carlos Madeiro/UOL
Brasil já registrou mais de 678 mil mortes causadas pela covid-19 Imagem: Carlos Madeiro/UOL
Mariana Durães, Hygino Vasconcellos e Ricardo Espina

Do UOL, em São Paulo, e colaboração para o UOL, em Balneário Camboriú (SC) e em São Paulo

01/08/2022 18h35Atualizada em 01/08/2022 20h39

A média móvel de mortes causadas pela covid-19 no Brasil chegou ao 35º dia acima de 200. Hoje, o indicador ficou em 226. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

O índice segue em tendência de estabilidade há 15 dias, e hoje variou -10% em relação a 14 dias atrás. Se o valor fica acima de 15%, indica alta; abaixo de - 15%, significa queda, e entre 15% e -15%, sinaliza estabilidade.

Duas regiões registram estabilidade na média móvel de mortes: Nordeste (-10%) e Sudeste (-9%). Já outras duas estão em queda: Centro-Oeste (-19%) e Sul (-16%). Por outro lado, o Norte tem alta, de 20%.

Em relação às unidades da federação, 6 apresentam alta, 8 estão estáveis e 13 em queda.

A média móvel é considerada por especialistas como a maneira mais confiável para acompanhar o avanço ou o retrocesso da pandemia. O cálculo considera a média de mortes — ou de casos —, dos últimos sete dias.

Hoje, foram registrados 214 mortes em decorrência da doença. O Acre, o Ceará, Mato Grosso do Sul e Roraima não registraram óbitos nesta segunda-feira (1º). Ao todo, o país acumula 678.792 vidas perdidas desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas também foram 25.449 novos casos conhecidos de covid-19 no Brasil, que já teve 33.856.805 testes positivos notificados. A média móvel ficou em 33.613 e chegou ao 11º dia em queda, com variação de -40% em comparação com 14 dias atrás.

Três regiões acompanham o cenário nacional de queda na média móvel de casos: Nordeste (-66%), Sudeste (-53%) e Sul (-16%). Já outras duas registram estabilidade: Centro-Oeste (3%) e Norte (3%).

Entre as unidades da federação, uma está em alta, 4 apresentam estabilidade e 22 registram queda.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estabilidade (0%)
  • Minas Gerais: estabilidade (6%)
  • Rio de Janeiro: estabilidade (3%)
  • São Paulo: queda (-20%)

Região Norte

  • Acre: alta (300%)
  • Amazonas: alta (36%)
  • Amapá: queda (-50%)
  • Pará: alta (93%)
  • Rondônia: queda (-21%)
  • Roraima: queda (-100%)
  • Tocantins: queda (-43%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-41%)
  • Bahia: estabilidade (-29%)
  • Ceará: alta (25%)
  • Maranhão: estabilidade (0%)
  • Paraíba: queda (-46%)
  • Pernambuco: queda (-18%)
  • Piauí: estabilidade (-6%)
  • Rio Grande do Norte: alta (110%)
  • Sergipe: queda (-61%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-67%)
  • Goiás: estabilidade (-6%)
  • Mato Grosso: queda (-49%)
  • Mato Grosso do Sul: alta (44%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-24%)
  • Rio Grande do Sul: estabilidade (-13%)
  • Santa Catarina: estabilidade (10%)

Dados do governo

Nas últimas 24 horas, foram notificadas 201 novas mortes causadas pela covid-19 no Brasil, como indica o boletim divulgado hoje (1º) pelo Ministério da Saúde. Até o momento, a doença provocou 678.715 óbitos em todo o país.

Pelos números da pasta, houve 22.064 casos confirmados de covid-19 no Brasil entre ontem e hoje, elevando o total de infectados para 33.855.964 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 32.421.379 casos recuperados da doença até aqui, com outros 755.870 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, g1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.