Hacker que cooperou com o FBI é libertado após condenação mínima

NOVA YORK, 27 Mai 2014 (AFP) - Um talentoso hacker que se infiltrou nos servidores de várias grandes empresas, mas que ajudou o FBI a frustrar centenas de ataques cibernéticos contra o Congresso, a NASA e outros alvos, foi libertado nesta terça-feira depois de ter sido condenado pelos tribunais federais dos Estados Unidos a uma pena prisão já cumprida.

Hector Xavier Monsegur, conhecido como "Sabu" e que havia sido condenado por acusações de sabotagem em 2011, foi condenado pela juíza Loretta Preska a sete meses de prisão, uma pena já cumprida em 2012, constatou a AFP.

O Ministério Público Federal pediu excepcionalmente que Monsegur fosse eximido da sentença de entre 21 e 26 anos de prisão que teria correspondido às acusações de que se declarou culpado, ressaltando seu trabalho "produtivo e extremamente valioso" como informante para as autoridades.

Após sua prisão, Monsegur colaborou com as autoridades para frustrar ataques cibernéticos e "contribuiu diretamente para a identificação, julgamento e condenação de oito de seus co-conspiradores", incluindo Jeremy Hammond, que era, no momento de sua prisão em 2012, o hacker mais procurados pelo Federal Bureau of Investigation (FBI).

Antes de deixar os tribunais do sul de Manhattan, "Sabu", vestindo uma camisa polo preta e calças cinza, assegurou à juíza que não voltará a ter problemas com a justiça.

"Eu já percorri um longo caminho. Não sou mais a mesma pessoa", garantiu.

Como membro do grupo de hackers Anonymous, Monsegur participou entre dezembro de 2010 e junho de 2011 em ataques cibernéticos contra os governos da Tunísia, Argélia, Iêmen e Zimbábue, de acordo com autoridades.

Ele também esteve envolvido na ação de hackers contra os sites das companhias Visa e Mastercard, e a empresa de pagamento online PayPal.

Ele também realizou ataques para o grupo Feds, afiliado a Anonymous, contra os servidores de grandes empresas americanas e estrangeiras, como a HB Gary, Fox Television e o grupo Tribune.

Também agiu em nome do grupo de hackers LulzSec contra o canal americano PBS, Sony Pictures, Sony Music na Bélgica, Rússia e Holanda, a empresa de jogos de computador Nintendo no Japão e o site do Senado americano.

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