Atentado em Burkina Fasso deixa 20 mortos e vários reféns

Em Uagadugu (Burkina Fasso)

  • Reprodução/AP

    Cena de ataque terrorista a hotel em Uagadugu, Burkina Fasso

    Cena de ataque terrorista a hotel em Uagadugu, Burkina Fasso

O ataque ao café e restaurante Cappuccino e ao Hotel Splendid de Uagadugu, capital de Burkina Faso, deixou pelo menos 20 mortos nesta sexta-feira (15), e há vários reféns --informaram as autoridades.

"Sobre os mortos, ainda não temos números precisos, mas testemunhas dizem que há 20 mortos", disse Robert Sangaré, diretor do hospital Yalgado Ouedraogo. "Recebemos 15 feridos a bala e outros machucados devido ao pânico".

O chanceler Alpha Barry disse à AFP que há "vítimas e reféns" no ataque e que agressores permanecem entrincheirados no hotel, cercados pelas forças de segurança.

As autoridades locais preparam um invasão ao hotel, com o apoio "de forças estrangeiras, especialmente francesas".

"Sabemos que há vítimas e reféns. Atualmente, as forças da ordem bloqueiam a zona à espera do assalto para libertar os reféns", acrescentou o ministro Barry, que não descartou o apoio "das forças especiais francesas" estacionadas na região de Uagadugu.

Um funcionário do café Cappuccino, muito frequentado à noite e que dispõe de um pequeno terraço que dá para a avenida Nkrumah, não pôde informar o número exato de vítimas. Segundo agentes, um policial que tentou se aproximar foi baleado. O ataque ao hotel e ao café, que começou por volta das 19h45 local, prosseguia às 22h45 com disparos esporádicos.

Vários tiros e explosões sacudiram a zona do Splendid e do Cappuccino, dois estabelecimentos frequentados por estrangeiros na capital de Burkina Faso.

Testemunhas informaram que ao menos três homens armados e com turbantes participam do ataque.

Segundo as primeiras informações, o grupo atacou o hotel e depois o restaurante, situado nas proximidades.

Um grupo vinculado à Al Qaeda na África reivindicou a autoria do atentado, informou o centro americano de vigilância de sites jihadistas (SITE).

Os "irmãos mujahedines" da Al Qaeda no Magreb islâmico "irromperam no restaurante de um dos maiores hotéis da capital de Burkina Faso e agora estão entrincheirados. Os choques continuam contra os inimigos da religião", diz a mensagem em árabe da Al Qaeda no Magreb Islâmico (Aqmi).

A embaixada da França em Burkina Fasso confirmou que se trata de um "ataque terrorista".

O Splendid, um dos principais hotéis da cidade, tem 147 quartos e é utilizado com frequência por ocidentais e por funcionários das Nações Unidas.

Outros casos

O ataque ocorre menos de dois meses após o atentado jihadista contra o hotel Radisson Blu de Bamako, capital do Mali, que deixou 20 mortos, incluindo 14 estrangeiros, em 20 de novembro.

Dois grupos reivindicaram o ataque: Al-Murabitun, do argelino Mokhtar Belmokhtar, e a Frente de Libertação de Macina (FLM, movimento jihadista malinense).

Em outra ação, na tarde desta sexta, as forças de ordem foram atacadas em uma localidade do norte do país, na fronteira com o Mali.

Por volta das 14h (12h de Brasília), cerca de 20 indivíduos não identificados, com armas pesadas, lançaram um ataque contra as forças da ordem em missão na cidade de Tin Abao, localidade situada próximo de Tin Akoff, a 40 km de Gorom-Gorom.

O "número provisório" é de "dois mortos, um policial e um civil, e dois policiais feridos, um deles com gravidade".

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