Turquia quer milícia curda fora do acordo de cessar-fogo na Síria

Ancara, 24 Fev 2016 (AFP) - A milícia curda da Síria, considerada um grupo terrorista pela Turquia, deve ser excluída do acordo de cessar-fogo que está previsto que entre em vigor no dia 27 na Síria, afirmou nesta quarta-feira o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

"Assim como o Estado Islâmico e a al-Nosra, o PYD (Partido da União Democrática, principal formação curda na Síria) e as YPG (Unidades de Proteção Popular, seu braço armado), que também são organizações terroristas, devem ser excluídas desta trégua", afirmou Erdogan em um discurso.

"Não podemos fazer uma distinção entre terroristas bons e maus na Síria", enfatizou Erdogan.

"Será necessário esperar que o PKK-PYD exploda bombas em outras capitais europeias, além de Ancara, para que isso seja aceito?", questionou.

Os dirigentes turcos atribuem a autoria do atentado de 18 de fevereiro em pleno centro de Ancara, com a morte de 29 pessoas, a esses grupos, que negam seu vínculo.

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