Vaticano fecha quase 5.000 contas bancárias 'suspeitas'

Cidade do Vaticano, 28 Abr 2016 (AFP) - O Vaticano anunciou nesta quinta-feira ter finalizado a análise financeira de seu "banco", o Instituto para as Obras de Religião (IOR), com o fechamento de quase 5.000 contas "suspeitas".

"Adotamos uma linha muito rígida em relação a qualquer conta que não respeite a legislação vaticana", declarou o diretor da Autoridade de Informação Financeira (AIF) da Santa Sé, Tommaso Di Ruzza, durante a apresentação à imprensa do relatório de 2015 da organização.

"Este procedimento terminou, e 4.935 contas foram fechadas", acrescentou, ao explicar que se trata de um "número definitivo".

Em 2010, Bento XVI criou a AIF para forçar as instituições financeiras do Vaticano a adotar os critérios internacionais em matéria de luta contra a lavagem de dinheiro e contra o financiamento ao terrorismo.

No passado, alguns dos clientes do IOR foram figuras da máfia, no centro de vários escândalos durante os anos 1980. Trinta anos mais tarde, o Vaticano ainda não conhecia a identidade de milhares de titulares de contas, muitos deles sem vínculo aparente com a Igreja e com suas atividades de caridade.

A AIF também anunciou ter recebido 544 notificações de operações financeiras suspeitas em 2015, principalmente de possíveis evasões fiscais.

Após a análise, as notificações resultaram em 17 relatórios enviados em 2015 ao Ministério Público do Vaticano por suspeitas de evasão, fraude fiscal e tentativa de desestabilização do mercado financeiro no exterior.

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