EUA: laboratório Pfizer proíbe uso de seus produtos em execuções

De Washington

O gigante farmacêutico Pfizer informou que proibirá, de agora em diante, o uso de seus produtos em execuções, uma decisão que priva os estados americanos da última fonte disponível de substâncias legais para aplicar injeções letais.

Os opositores da pena de morte comemoraram, neste sábado, o anúncio da Pfizer, que se soma a outras várias empresas do setor farmacêutico.

"A Pfizer fabrica produtos para melhorar e salvar a vida dos pacientes. Conforme esses valores, a Pfizer se opõe ao uso de seus produtos em injeções letais para a pena capital", anunciou o grupo na sexta-feira em seu site da Internet.

A empresa explica que a entrega de sete produtos estará limitada a um grupo de distribuidores e compradores que se comprometem a não revendê-los a instituições penais. Os estabelecimentos públicos compradores deverão certificar que os produtos serão empregados somente com fins médicos.

A diretora da associação contra a pena de morte Reprieve, Maya Foa, classificou a decisão da Pfizer de "exemplar". Segundo ela, mais de 25 laboratórios farmacêuticos tomaram medidas similares às da Pfizer.

O número de execuções caiu nesses últimos anos nos Estados Unidos, entre outros motivos, devido à falta de substâncias para as injeções. Em 2015, foram executados 28 presos nos 31 estados onde ainda se aplica a pena capital. É o número mais baixo desde 1991, quando 14 detentos foram executados.

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