ONG denuncia que regime sírio e Rússia ainda usam bomba de fragmentação

Beirute, 28 Jul 2016 (AFP) - A Human Rights Watch acusou nesta quinta-feira o regime sírio e seus aliados russos de continuarem usando em suas ofensivas contra os rebeldes bombas de fragmentação que são proibidas.

A ONG assegura ter contabilizado 47 bombas desse tipo utilizadas desde 27 de maio, que causaram a morte ou ferimentos em dezenas de civis nas zonas rebeldes de três províncias.

Muitos destes ataques ocorreram no norte e no oeste de Aleppo. As forças do regime, com apoio da Rússia, sitiam a parte norte da cidade, nas mãos dos rebeldes.

No final de setembro, o exército russo lançou uma série de bombardeios para apoiar as tropas de Bashar al-Assad.

"Desde que foram retomadas as operações conjuntas russo-sírias, detectamos o uso incessante de bombas de fragmentação", afirmou Ole Solvang, diretor adjunto das operações de emergência da HRW.

"O governo russo deveria garantir imediatamente que suas forças e as de Damasco não utilizam estas armas, que por definição são cegas", acrescentou.

As bombas de fragmentação podem ser lançadas tanto de terra como do ar. Funcionam com um dispositivo que, ao ser detonada, libera uma grande quantidade de pequenas bombas, do tamanho de uma bola de tênis, que depois se dispersam em zonas muito amplas.

Mais de 280.000 pessoas morreram na Síria desde o inicio do conflito em 2011.

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