Noruega multa cabeleireira que não atendeu muçulmana com véu

Em Oslo

  • Carina Johansen/ NTB Scanpix/ Reuters

    Malika Bayan no tribunal durante julgamento da cabeleireira Merethe Hodne

    Malika Bayan no tribunal durante julgamento da cabeleireira Merethe Hodne

A justiça norueguesa impôs nesta segunda-feira (12) uma multa de mais de 1.000 euros (cerca de R$ 3.700) a uma cabeleireira culpada de discriminação religiosa por ter se negado a atender uma muçulmana que usava um hijab em seu salão.

"A Corte não tem a menor dúvida de que a acusada agiu intencionalmente, e discriminou deliberadamente (Malika) Bayan ao expulsá-la de seu salão, porque era muçulmana", afirmou o tribunal de Jaeren (sudoeste).

A acusada, Merethe Hodne, de 47 anos, expulsou do salão Malika Bayan, de 24, na localidade de Bryne em outubro. Segundo ela, não foi por discriminação religiosa, mas porque estava espantada com a "ideologia islamita" e encarava o hijab "um símbolo totalitário".

Depois deste incidente, a acusada se recusou a pagar uma multa de 870 euros (cerca de R$ 3.200), e o caso foi levado à justiça, onde ela finalmente foi condenada a uma multa de 10.000 coroas (cerca de R$ 4.000) e a pagar 5.000 coroas (cerca de R$ 2.000) de gastos judiciais. Segundo seu advogado, a cabeleireira entrará com um recurso.

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