Síria: Conselho de Segurança apoia por unanimidade plano de paz russo-turco

Em Nova York

O Conselho de Segurança da ONU aprovou neste sábado (31), por unanimidade, uma resolução apoiando a iniciativa russo-turca de um cessar-fogo e o começo de negociações na Síria, mas sem confirmar detalhes técnicos.

O texto de compromisso, aprovado após a realização de consultas a portas fechadas, diz que o Conselho "acolhe com satisfação e apoia os esforços da Rússia e da Turquia para por fim à violência na Síria e iniciar um processo político" para solucionar o conflito.

Além disso, o texto indica que "toma nota" do acordo alcançado pelos dois países, apresentado em 29 de dezembro.

O Conselho destacou, ainda, a necessidade de aplicar "todas as resoluções pertinentes da ONU" sobre a Síria.

A resolução destaca que as negociações previstas para janeiro em Astana "são uma etapa importante na perspectiva da retomada das negociações (entre o governo e a oposição sírios), sob os auspícios da ONU, em 8 de fevereiro de 2017".

O Conselho reivindica, ainda, um "accesso humanitário rápido, seguro e sem obstáculos" para auxiliar a população civil.

Em seus argumentos de votação, os representantes americano, francês e britânico lamentaram que certos detalhes do acordo russo-turco não lhes tenham sido comunicados, entre eles a lista precisa dos grupos armados abrangidos no cessar-fogo.

"O texto do acordo russo-turco apresentado ao Conselho (...) ainda contém zonas de sombra", advertiu o embaixador-adjunto francês, Alexis Lamek.

Diante das reticências de vários membros do Conselho, a Rússia modificou profundamente seu projeto de resolução inicial.

O conflito na Síria, desencadeado em 2011 pela sangrenta repressão às manifestações pacíficas pró-democracia no país, transformou-se em uma guerra complexa que envolve várias potências regionais e internacionais.

O cessar-fogo que entrou em vigor à 00h00 local de sexta-feira (20h00 de quinta, horário de Brasília) em todo o território da Síria exclui grupos extremistas Estado Islâmico e Fateh al-Cham. A medida deveria ser o prelúdio de negociações de paz previstas para o fim de janeiro no Cazaquistão sob a égide de Rússia, Irã e Turquia.

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