MSF denuncia Moscou e Damasco por ataque a hospitais sírios

Em Paris

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    O que sobrou de hospital apoiado pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) após bombardeio, em foto feita no dia do ataque, em 15 de fevereiro de 2016

    O que sobrou de hospital apoiado pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) após bombardeio, em foto feita no dia do ataque, em 15 de fevereiro de 2016

A Médicos Sem Fronteiras (MSF) divulgou nesta quarta-feira (15) novos elementos que incriminam, segundo a ONG, os exércitos russo e sírio no bombardeio de dois hospitais do noroeste da Síria em fevereiro de 2016. Uma das instituições recebia apoio da MSF.

Vídeos encontrados nas redes sociais mostram "que há ataques sistemáticos a hospitais por parte dos exércitos russo e sírio", denuncia um porta-voz da Forensic Architecture, um centro de pesquisa britânica.

Em 15 de fevereiro de 2016, por volta das 9h locais, "quatro ataques" atingem um hospital apoiado pela MSF na província rebelde de Idlib. Enquanto o socorro chega, novos bombardeios ocorrem 45 minutos mais tarde. No total, 25 pessoas morrem e 11 ficam feridas, segundo balanço divulgado pela ONG.

Pouco antes das 11h, o hospital público de Maaret al-Noomane, a cerca de seis quilômetros, também foi atingido. 

A Forensic architecture encontrou pelo menos dez vídeos sobre essas ofensivas nas redes sociais.

Centenas de infraestruturas médicas foram destruídas durante o conflito sírio, que já deixou mais de 300 mil mortos.

No dia seguinte a esses ataques, o embaixador sírio na ONU acusou a MSF de trabalhar para a Inteligência francesa. Já o embaixador sírio em Moscou acusou os Estados Unidos.

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