Necropsia de Kim é 'ilegal e imoral', diz mídia estatal de Pyongyang

Seul, 23 Fev 2017 (AFP) - A mídia estatal norte-coreana criticou a Malásia, nesta quinta-feira (23), pela realização de uma necropsia "ilegal e imoral" no corpo de um homem que se acredita ser o meio-irmão do líder Kim Jong-Un.

"A Malásia é obrigada a entregar o corpo à República Democrática Popular da Coreia, em vez de praticar uma necropsia e um exame forense de maneira ilegal e imoral", informou o Comitê de Juristas da Coreia do Norte à agência oficial norte-coreana, KCNA.

O governo malaio se negou a entregar o corpo - continua a KCNA - "sob o absurdo pretexto" de que precisa de uma amostra de DNA de um parente do falecido.

"Isso demonstra que, do lado malaio, vai-se politizar a transferência do corpo, em total desprezo pela legalidade e pela moral, para alcançar um objetivo sinistro", completou Pyongyang.

No domingo passado (19), a Coreia do Sul disse ter certeza de que o morto é Kim Jong-Nam, meio-irmão do presidente Kim Jong-Un. Seul declarou ainda que a investigação malaia aponta Pyongyang como autor do assassinato.

A declaração da Coreia do Norte - que menciona pela primeira vez a morte de um cidadão norte-coreano sem identificá-lo - reitera o pedido de Pyongyang de realizar uma investigação conjunta, além de manifestar sua disposição de enviar uma delegação de juristas para Kuala Lumpur.

Os investigadores apontaram cinco suspeitos pelo assassinato cometido na semana passada no aeroporto de Kuala Lumpur e querem interrogar outros três indivíduos. Entre eles, está o segundo secretário da embaixada norte-coreana em Kuala Lumpur, assim como um funcionário da Companhia aérea norte-coreana.

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