EUA: republicanos rejeitam corte orçamentário no Departamento de Estado

Washington, 1 Mar 2017 (AFP) - Vários congressistas republicanos alertaram, nesta terça-feira (28), que o plano do presidente Donald Trump de reduzir em mais de um terço os fundos para o Departamento de Estado, poderá enfrentar forte oposição no Congresso.

"Isso está morto ao chegar, não vai passar", disse o senador republicano Lindsey Graham, que preside o Subcomitê de Gastos em Operações Públicas e Estrangeiras do Senado.

É imperativo que o uso do "soft power" (o "poder brando") continue sendo uma prioridade de Segurança Nacional, enfatizou, destacando que, se Trump apresentar um plano para reduzir drasticamente os fundos de assistência estrangeira "o Congresso rejeitará".

O Wall Street Jornal e outros veículos dos Estados Unidos noticiaram, na terça, que o governo Trump está propondo reduzir em 37% o orçamento do Departamento de Estado e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAid) para compensar sua proposta de subir em US$ 54 bilhões os gasto na defesa.

A maioria dos cortes seria nos programas de ajuda, de acordo com o governo.

"Assim, gastaremos menos fora das fronteiras e gastaremos mais de novo em casa", afirmou na segunda-feira o novo diretor de Administração e Orçamento da Casa Branca, Mick Mulvaney.

O Congresso controla a carteira do governo federal, e o líder do Partido Republicano no Senado, Mitch McConnell, não parece receptivo.

Ao ser questionado se é possível passar no Senado um orçamento que cortou esses elementos em um terço, o senador respondeu à imprensa que "provavelmente, não".

"A parte diplomática do orçamento federal é muito importante" e, com frequência, custa muito menos alcançar o progresso dessa forma do que pelo lado da Defesa, disse McConnell, acrescentando que não é "a favor" de reduzir o orçamento para a diplomacia de Estado e de ajuda ao exterior.

O senador republicano Marco Rubio, que integra o Comitê de Relações Exteriores, também manifestou sua oposição ao corte de recursos.

"Ajuda ao exterior não é caridade", retuitou.

"Deve se assegurar que é bem gasto, mas é menos de 1% do orçamento e é crítico para nossa Segurança Nacional", completou.

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