Exército das Filipinas pede a rendição dos islamitas

Marawi, Filipinas, 30 Mai 2017 (AFP) - As autoridades filipinas exigiram nesta terça-feira a rendição dos combatentes islamitas entrincheirados em uma cidade do sul do país, com o objetivo de proteger os quase 2.000 civis que estão bloqueados na região.

Mais de 100 pessoas morreram em uma semana de combates, desde que milicianos que afirmam pertencer ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) começaram a saquear alguns bairros de Marawi, uma cidade de maioria muçulmana neste país majoritariamente católico.

O presidente Rodrigo Duterte decretou lei marcial em toda a região de Mindanao, onde vivem 20 milhões de pessoas.

Mas os insurgentes, que em um primeiro momento os comandantes do exército acreditavam que eram pouco mais de 100, resistem há oito dias aos bombardeios aéreos e aos combates nas ruas. Nesta terça-feira, as autoridades exigiram a rendição.

"Nós oferecemos, aos que estão dentro, a possibilidade de rendição. Vocês têm uma oportunidade de entregar as armas", declarou à rádio DZBB o porta-voz do exército, Restituto Padilla.

"Será melhor que façam isto, para que nenhuma outra pessoas seja afetada por tudo isto e que nenhum outro edifício seja destruído", completou.

Ao ser questionado sobre as razões do apelo à rendição, o porta-voz da presidência, Ernesto Abella, respondeu que a intenção era "limitar os danos no campo de batalha de forma definitiva, para que os civis sejam menos afetados".

As autoridades calculam que 2.000 habitantes da cidade, tem 200.000 moradores, estão bloqueados pelos combates.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) afirmou que a situação era especialmente precária pela falta de alimentos, água e remédios, uma consequência do isolamento e da ameaça constantes de combates.

Os confrontos explodiram depois que as forças de segurança atacaram um suposto esconderijo de Isnilon Hapilon, considerado o líder do grupo EI nas Filipinas.

o governo dos Estados Unidos oferece uma recompensa de 5 milhões de dólares por Hapilon, que também seria um dos dirigentes do Abu Sayaf, um grupo islamista especializado em sequestros.

Apesar da ação das forças de segurança, dezenas de combatentes conseguiram evitar os militares, ao mesmo tempo que saquearam a cidade e hastearam bandeiras do EI.

Também sequestraram um padre e 14 pessoas em uma igreja e incendiaram edifícios. Não há notícias sobre os reféns.

ajm-cgm-kma/jac/pg/jvb.

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