EUA estima que Irã é 'estado que mais apoia terrorismo'

Washington, 19 Jul 2017 (AFP) - O Irã é o "estado que mais apoia o terrorismo" no mundo, anunciou nesta quarta-feira os Estados Unidos em seu relatório anual sobre "terrorismo", o primeiro publicado pelo governo de Donald Trump.

Neste relatório mundial anual elaborado pelo departamento de Estado, a diplomacia americana constata que o número de atentados terroristas e de vítimas caiu no ano passado.

Esta recopilação de fatos e análises, muito esperada pelas chancelarias do mundo todo, cobre o ano de 2016, antes da chegada do presidente republicano Trump ao poder, quando o democrata Barack Obama ainda estava na Casa Branca.

Washington considera mais uma vez que "o Irã foi em 2106 o estado que mais apoiou o terrorismo, e os grupos assistidos pelo Irã conservam sua capacidade de ameaçar os interesses dos Estados Unidos e de seus aliados".

A República Islâmica xiita é a ovelha negra dos Estados Unidos desde a ruptura de suas relações diplomáticas, em 1980, e está desde 1984 - junto com Síria e Sudão - na lista negra do departamento de Estado de "países que apoiam o terrorismo".

A tímida aproximação feita na era Obama, a favor do acordo de julho de 2015 sobre o dossiê nuclear iraniano, não se concretizou.

A administração Trump manteve a aplicação do acordo de não proliferação e continua cumprindo a suspensão das sanções, mas ao mesmo tempo impõe novas medidas contra o programa de mísseis balísticos de Teerã, que considera uma "ameaça" para o Oriente Médio.

"O corpo dos Guardiães da Revolução (exército de elite do regime iraniano), sócios, aliados e mediadores do Irã continuam desempenhando um papel desestabilizador nos conflitos armados de Iraque, Síria e Iêmen", denunciou a diplomacia americana.

O departamento de Estado também criticou Teerã por seu apoio a organizações "terroristas" como o Hezbollah, grupo xiita libanês.

Em seu relatório mundial publicado em 2015 - referente a 2014 - o departamento de Estado ficou alarmado pelo aumento "vertiginoso" do número de vítimas de atentados "terroristas" no mundo, por causa da irrupção, naquele momento, do grupo Estado Islâmico.

"Embora (o número de) ataques terroristas e de vítimas do terrorismo tenha caído mundialmente em 2016, pelo segundo ano consecutivo, grupos terroristas continuam aproveitando territórios sem governo para estender seu poder", indicou Washington.

"O Estado Islâmico no Iraque e na Síria continua sendo a ameaça terrorista mais forte sobre a segurança internacional", concluiu o departamento de Estado, que menciona também a rede Al-Qaeda e o Hezbollah.

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