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EUA descartam morte de civis em ataque de agosto na Somália

29/11/2017 21h24

Washington, 29 Nov 2017 (AFP) - Investigadores do exército americano disseram nesta quarta-feira (29) que só morreram combatentes inimigos em um ataque conjunto americano-somali realizado em agosto, apesar de haver indícios de múltiplas baixas civis.

Os fatos remontam a uma operação celebrada em 25 de agosto em uma fazenda perto de Barire, na Somália, na qual as tropas americanas e somalis atacaram um suposto esconderijo de combatentes do Al Shabab, grupo vinculado à Al Qaeda.

Pouco depois da operação noturna, líderes comunitários acusaram militares de terem matado civis: convocaram uma coletiva de imprensa e mostraram nove corpos, sendo dois de crianças, assegurando que eram civis assassinados por tropas somalis.

No mesmo dia, o Comando África (AFRICOM) do exército americano informou em um comunicado que investigava a veracidade dos indícios.

Nesta quarta-feira, disse que estava verto de que os mortos eram extremistas islâmicos.

"Após uma exaustiva investigação da operação encabeçada pelo exército somali perto de Barire, Somália, em 25 de agosto de 2017, e os indícios de baixas civis, o Comando África dos Estados Unidos concluiu que as únicas baixas foram de combates inimigos armados", disse o AFRICOM em um comunicado.

No entanto, o site de notícias americano the Daily Beast publicou uma longa história pouco antes de a AFRICOM divulgar o texto em que dizia ter descoberto fortes evidências de que as tropas das forças especiais dos Estados Unidos tinham matado civis no incidente.

Este veículo entrevistou vários oficiais de Inteligência somalis e outras pessoas familiarizadas com o caso, e disse que foram encontradas cápsulas de munição americanas, debilitando aparentemente a afirmação dos Estados Unidos de que suas tropas só exerciam papel de apoio.

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