Trinta eurodeputados pedem à UE mediação na crise espanhola

Bruxelas, 29 Nov 2017 (AFP) - Cerca de 30 deputados europeus lançaram nesta quarta-feira (29) a "Plataforma de Diálogo UE-Catalunha", urgindo às instituições europeias que façam a mediação da crise na Espanha, e pedindo a libertação dos "líderes políticos e sociais" presos.

"Concordamos em unir nossas vozes e realizar ações juntos da maneira mais forte possível para pedir às instituições da União Europeia um gesto de responsabilidade a favor de pressionar pelo diálogo para encontrar uma solução", segundo o manifesto assinado por 26 dos 751 europarlamentares.

Durante uma coletiva na Eurocâmara, a italiana Barbara Spinelli, do grupo de esquerda radical, foi a encarregada de ler os pedidos da Plataforma, que se diz "preocupada pelo ponto crítico alcançado na atual situação na Catalunha".

Após um referendo de autodeterminação em 1º de outubro na Catalunha, suspenso pela Justiça espanhola e marcado por ações policiais para impedir sua realização, o governo espanhol tomou o controle desta região depois que seu Parlamento proclamou unilateralmente a independência em 27 de outubro.

Os eurodeputados, para quem os cidadãos têm o direito de escolher "seu futuro coletivo", pedem a "anulação do Artigo 155" da Constituição espanhola, que Madri invocou para colocar sob sua tutela a autonomia catalã, destituir seu governo e convocar eleições para 21 de dezembro.

Entre as primeiras ações da Plataforma está visitar membros do Executivo catalão destituído que se encontram em prisão preventiva na Espanha, acusados de rebelião.

Embora tenham pedido esta visita há "mais de uma semana" ainda não obtiveram uma resposta de Madri, lamentou o ecologista francês José Bové.

Nas cartas enviadas ao presidente da Eurocâmara, Antonio Tajani, e a seu antecessor, Martin Schulz, solicitam expressar a sua "solidariedade" aos ex-membros do Executivo catalão na prisão, entre eles os ex-eurodeputados Oriol Junqueras e Raül Romeva.

Em seu manifesto, os parlamentares, entre eles de forças independentistas catalãs, pedem "a libertação dos líderes políticos e sociais que estão na prisão" e insistem "na necessidade de um acordo negociado entre Espanha e Catalunha que deve levar a um referendo pactado".

Os eurodeputados, majoritariamente da esquerda radical e do grupo de ecologistas e nacionalistas, mas também das fileiras social-democrata, conservadora do ECR e liberal, solicitam à UE uma mediação do que consideram um assunto interno da Espanha, reiterando o seu respeito às leis espanholas.

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