Dezenas fazem vigília em Beirute após feminicídio

Beirute, 24 dez 2017 (AFP) - Dezenas de pessoas fizeram uma vigília neste sábado à noite (23), diante do Museu Nacional de Beirute, para protestar contra a violência contra as mulheres, após o assassinato de pelo menos três na semana passada no Líbano.

"Poderia ter sido eu" foi o lema escolhido pelas ativistas feministas para lançar a convocação do protesto nas redes sociais e expressar sua rejeição a "uma violência [...] generalizada que persegue [as mulheres] no espaço público e privado".

Entre 13 e 18 de dezembro, ao menos três mulheres foram assassinadas no país, segundo as organizadoras. O marido de uma delas e o genro de outra estão detidos.

A morte mais midiática foi a da britânica Rebecca Dykes, que trabalhava para a embaixada de seu país no Líbano e foi estrangulada por um motorista de táxi.

As organizadoras falam de uma quarta mulher, que teria se suicidado, mas cuja causa da morte não está clara.

"Os crimes da semana passada demonstram que não há lugar seguro para as mulheres. Sofremos diariamente diferentes formas de discriminação, de violência e de agressões", afirmaram.

Em maio de 2014, o Líbano adotou uma lei que pune a violência machista, pela primeira vez, após uma campanha sem precedentes da sociedade civil. A campanha foi deflagrada depois da morte de várias mulheres, espancadas por seus maridos.

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