Trump apoia "100%" publicar memorando que acusa FBI de espionagem

Washington, 31 Jan 2018 (AFP) - O presidente americano, Donald Trump, disse a um legislador que apoia "100%" a publicação de um polêmico memorando confidencial que alega que o FBI espionou a campanha eleitoral do chefe de Estado, noticiou nesta quarta-feira (31) a imprensa local.

O comentário de Trump foi registrado pelas câmeras de televisão, enquanto deixava a Câmara de Representantes na noite de terça-feira, depois de fazer seu discurso anual sobre o estado da União.

"Senhor presidente, divulguemos o memorando", disse o congressista republicano da Carolina do Sul Jeff Duncan, ao que Trump respondeu: "Não se preocupe, 100%".

O documento de quatro páginas mantém Washington em brasa, em um momento em que o procurador especial Robert Mueller, que investiga a possível interferência da Rússia nas eleições de 2016, tenta interrogar o presidente.

Os republicanos, que controlam o Executivo e o Congresso, votaram na segunda-feira por tornar público o memorando, redigido por Devin Nunes, presidente da comissão de Inteligência da Câmara de Representantes e próximo a Trump.

O presidente tem cinco dias a partir de então para decidir se o texto deve permanecer ou não em sigilo por conter informação secreta, que poderia comprometer a segurança nacional.

Horas antes de divulgados os comentários de Trump no Capitólio, a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, emitiu um comunicado descartando por enquanto os planos de difundir o texto.

"O presidente não viu, nem foi informado do memorando, nem revisou seu conteúdo", disse Sanders em um comunicado.

O Departamento de Justiça (DoJ) e a polícia federal americana (FBI) se opõem firmemente a divulgar o memorando por considerar que inclui informação altamente sensível sobre operações de contra Inteligência dos Estados Unidos.

Os democratas da oposição também se negam.

Segundo eles, o memorando de Nunes é um meio distorcido de desacreditar a investigação de Mueller sobre o possível conluio entre a campanha de Trump e funcionários russos para prejudicar a adversária democrata nas presidenciais, Hillary Clinton.

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