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Internacional

Homem tenta atropelar militares na França; dois detidos

29/03/2018 18h34

Paris, 29 Mar 2018 (AFP) - Um homem, acompanhado de uma mulher, avançou com seu carro contra militares nesta quinta-feira no sudeste da França, uma tentativa de ataque sem vítimas, menos de uma semana após um atentado jihadista no sudoeste do país.

O procurador de Grenoble, Jean-Yves Coquillat, disse, no entanto, que o incidente não foi mais que "um triste ato de violência".

"Não estamos frente a um caso de terrorismo", enfatizou.

A tentativa de atropelamento aconteceu perto do quartel de Varces-Allières-et-Risset, uma localidade próxima de Grenoble, quando um homem que estava acompanhado por uma mulher insultou membros da 27ª Brigada de Infantaria de Montanha, que praticavam corrida.

Duas detenções foram efetuadas poucas horas depois.

A polícia nacional anunciou no Twitter a detenção de um indivíduo em Grenoble, informando que estudava o caso para saber se ele era o condutor do veículo.

Segundo uma fonte próxima à investigação, o homem estava com três outras pessoas no veículo procurado, em estado de embriaguez e dormindo no assento do carona, mas não correspondia à descrição do agressor feita pelos militares.

"Ele ameaçou verbalmente seis ou sete militares que estavam correndo. Insultou um segundo grupo de militares que estava de saída para a corrida e depois fugiu", disse o coronel Benoît Brulon, porta-voz do exército.

O homem avançou com o carro na direção dos militares, que conseguiram escapar do atropelamento.

De acordo com fontes próximas ao caso, a mulher que o acompanhava foi detida em sua residência e buscas estavam sendo realizadas no bairro onde o veículo foi encontrado.

O carro, um Peugeot 208 segundo o Exército, tinha placa falsa, que não correspondia ao modelo do veículo, segundo o Ministério Público, que abriu uma investigação por tentativa de homicídio.

O incidente ocorre em um contexto de ameaça terrorista na França, menos de uma semana após o ataque jihadista no sudoeste do país que fez quatro mortos, incluindo Arnaud Beltrame, um oficial da gendarmeria que trocou de lugar com uma mulher feita refém.

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