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Autoridades encontram 200 corpos em valas comuns do genocídio em Ruanda

Menina de refugiados ruandeses olha para uma vala comum, onde dezenas de corpos foram colocados, vítimas genocídio por extremistas hutus - Corinne Dufka/AFP
Menina de refugiados ruandeses olha para uma vala comum, onde dezenas de corpos foram colocados, vítimas genocídio por extremistas hutus Imagem: Corinne Dufka/AFP

26/04/2018 13h42

Os restos mortais de pelo menos 200 pessoas foram encontrados em quatro valas comuns do genocídio cometido em Ruanda em 1994 e descobertas em uma aldeia na periferia de Kigali, informou nesta quinta-feira o diretor do memorial do extermínio.

Os restos mortais foram encontrados no domingo, na localidade de Rusororo, após vários dias de escavações realizadas por moradores da região, que cavaram até 20 metros de profundidade.

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"Esconder corpos foi uma das formas utilizadas para apagar todos os vestígios do genocídio cometido. Os corpos encontrados em Rusororo não serão os últimos", disse à AFP Honore Gatera, diretor do memorial do genocídio de Ruanda.

Em sua opinião, esta descoberta, 24 anos depois dos acontecimentos, não é uma surpresa. Gatera indicou que os corpos serão enterrados em um lugar "digno".

Quando os corpos foram exumados no domingo, alguns sobreviventes do genocídio tentaram identificar os entes queridos perdidos em 1994 com base nas roupas encontradas nas valas.

A principal organização de sobreviventes, Ibuka, acredita que esses 200 corpos pertencem a um grupo de 3.000 pessoas mortas após reuni-las em Rusororo durante o genocídio e cujos corpos nunca foram encontrados.

O genocídio de Ruanda, instigado pelo regime extremista hutu poder, causou cerca de 800.000 mortes entre abril e julho de 1994, especialmente entre a minoria tutsi, mas também entre hutus moderados.

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