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Ministro do Interior britânico é criticado por vídeo sobre Brexit

28/12/2018 19h52

Londres, 28 dez 2018 (AFP) - Um vídeo publicado pelo ministério do Interior britânico, no qual que se detalha o processo de registro dos cidadãos europeus que residem no Reino Unido após o Brexit, provocou nesta sexta-feira (28) fortes críticas por seu conteúdo e o "mal momento" escolhido - as festas de final de ano.

O vídeo de 43 segundos foi difundido na quinta-feira no Twitter e explica que os cidadãos europeus que vivam ou que desejem viver no Reino Unido a partir de 2021 terão verificados a identidade, seu local de residência e seu passado judicial pelas autoridades britânicas.

Os solicitantes que não tiverem o estatuto de residente permanente terão que pagar 65 libras (72 euros).

Este procedimento será acessível a partir de 30 de março de 2019, um dia depois da suposta data do Brexit, e até 30 de junho de 2021.

"Se o ministério do Interior agradecesse a todos os europeus que se ocupam dos enfermos, dos idosos e dos inválidos no NHS (sistema de saúde britânico) e outros serviços públicos em vez de adotar esse tom ameaçador", reagiu nesta sexta-feira no Twitter o deputado trabalhista Jonathan Ashworth.

"Consideramos que ser notificado no Natal 'da necessidade de fazer uma solicitação' para ficar no país onde vivemos (...) será mal recebido nos lares em todo o Reino Unido. Mal momento", afirmou a associação the3Million, que defende os interesses dos europeus no Reino Unido.

"Os cidadãos da UE são bem-vindos aqui, e é anormal que eles paguem para ficar", disse o prefeito de Londres, Sadiq Khan. "O governo deveria desistir desse custo injusto", acrescentou ele.

O editor-chefe da Spectator, Fraser Nelson, lamentou um vídeo "horrível" com "tom sinistro", fazendo "alusão à deportação".

"Esperamos que esse tuíte seja o último erro deste tipo", acrescentou.

Procurado pela AFP, o ministério do Interior se justificou ressaltando que é "vital que os cidadãos da UE e os membros de sua família saibam o que fazer" quando o procedimento entre em vigor em março de 2019.

"Os cidadãos da UE dão uma contribuição considerável à nossa economia e à nossa sociedade e queremos que fiquem", afirmou um porta-voz do ministério.

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