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Saiba quem são os candidatos a substituir Theresa May

STF/AFP
Montagem com as fotos de Andrea Leadsom, Boris Johnson, jeremy Hunt, Michael Gove e Sajid Javid Imagem: STF/AFP

Em Londres

2019-05-24T07:55:00

24/05/2019 07h55

A primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou hoje que renunciará ao cargo em 7 de junho, ao não conseguir levar adiante a saída de seu país da União Europeia (UE). O Partido Conservador já disse que o substituto será anunciado até o fim de julho, antes do período de recesso do Parlamento. Estes são alguns dos seus possíveis sucessores:

Boris Johnson

O ex-prefeito de Londres confirmou ontem que seria candidato ao posto de primeiro-ministro e, segundo as casas de apostas, é o favorito.

Carismático, popular e politicamente hábil, "Bojo", 54 anos, foi um dos artífices da vitória do Brexit no referendo de 2016.

Nomeado ministro das Relações Exteriores imediatamente depois por May, ele frequentemente critica sua estratégia em negociar com Bruxelas e acabou renunciando em julho para se tornar um de seus mais ferozes rivais.

Popular entre as bases conservadoras, divide opiniões dentro do partido, no qual é criticado por algumas gafes e uma certa superficialidade.

Andrea Leadsom

Ministra responsável pelas Relações com o Parlamento até esta semana, Leadsom, 56 anos, pediu demissão na quarta-feira, um duro golpe para May.

Firme defensora do Brexit, Leadsom foi finalista na corrida em 2016 para substituir David Cameron, quando Theresa May chegou ao poder.

Admiradora de Margaret Thatcher, trabalhou três décadas na City, o coração financeiro de Londres. Começou a forjar seu nome durante a campanha do referendo, quando era secretária de Estado para Energia e defendeu com paixão a saída da UE, sem perder a calma e o sorriso.

Poderia surgir como a candidata do consenso.

Michael Gove

Ministro do Meio Ambiente e inimigo dos plásticos descartáveis, este eurocético de 51 anos de idade, o braço direito de Boris Johnson durante a campanha do referendo, foi um dos mais fortes defensores do Brexit no governo May.

Mas quando se trata de entrar na corrida pela liderança, pode ser marcado pela nada vantajosa reputação de traidor dos seus amigos políticos: braço direito de Boris Johnson durante a campanha do referendo, retirou seu apoio quando este disputava o cargo de chefe de Governo para apresentar sua própria candidatura antes de ser eliminado.

Pode ser eleito graças à flexibilidade de suas posições.

Jeremy Hunt

O ministro das Relações Exteriores, Jeremy Hunt, de 52 anos, defendeu a permanência na UE em 2016, antes de mudar de ideia, decepcionado com a atitude "arrogante" de Bruxelas nas negociações.

O ex-empresário fala japonês fluentemente e forjou uma reputação como uma pessoa que não tem medo de desafios, tendo presidido durante seis anos o Serviço Nacional de Saúde (NHS), em uma crise profunda.

Dominic Raab

Fervoroso defensor da saída da UE, este ex-advogado especializado em direito internacional, foi brevemente ministro do Brexit entre julho e novembro.

Eurocético, pediu demissão por não concordar com o texto negociado por May com a UE, que considera "ruim para nossa economia e nossa democracia".

É uma das figuras da nova ala conservadora.

Sajid Javid

Ex-banqueiro de negócios e filho de um motorista de ônibus paquistanês, o ministro do Interior, Sajid Javid, de 49 anos, representa um Reino Unido moderno e multicultural além de ser uma personalidade influente do Partido Conservador.

Nomeado em abril de 2018 como ministro do Interior, ele ganhou respeito por lidar com um escândalo sobre o tratamento dos filhos de imigrantes caribenhos conhecidos como a geração Windrush.

É partidário do thatcherismo e do livre-comércio, mas apesar de ter sido eurocético se pronunciou contra o Brexit no referendo de 2016.

Amber Rudd

Eleita deputada em 2010 depois de uma carreira em finanças e no jornalismo econômico, acompanhou May em sua ascensão ao poder. O apoio rendeu frutos: primeiro a pasta do Interior e, em seguida, a do Trabalho.

Com uma reputação de trabalhadora e eficaz, Amber Rudd, 55 anos, foi eleita "Ministra do Ano em 2015" pela revista conservadora The Spectator por seu trabalho na chefia do Ministério da Energia.

O ponto fraco é a sua reputação de pró-europeia.

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