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Manifestantes de Hong Kong anunciam protesto gigantesco para domingo

2019-06-13T07:34:00

13/06/2019 07h34

Hong Kong, 13 Jun 2019 (AFP) - Os organizadores dos protestos em Hong Kong pretendem realizar outra manifestação gigantesca no domingo, anunciaram seus líderes nesta quinta-feira, um dia depois dos violentos confrontos na cidade entre a polícia e os ativistas que criticam um projeto de lei de extradição para a China.

A Frente de Direitos Humanos Civis também convocou uma greve em toda a cidade para segunda-feira, com o objetivo de manter a pressão sobre o governo deste centro financeiro na Ásia: os manifestantes desejam que o projeto de lei seja abandonado.

"Convocamos os cidadãos a unir-se às greves trabalhista, escolar e do comércio", afirmou Jimmy Sham, coordenador do grupo.

O governo de Pequim voltou a denunciar nesta quinta-feira como "distúrbios" as manifestações da véspera em Hong Kong contra este projeto de lei que abre o caminho para extradições à China e que foi preparado na ex-colônia britânica.

"Não foi uma manifestação pacífica, e sim distúrbios organizados", afirmou o porta-voz da diplomacia chinesa, Geng Shuang.

Pequim "condena firmemente" a violência e "apoia a reação" das autoridades de Hong Kong, completou.

Dezenas de milhares de manifestantes vestidos de preto, em sua maioria jovens, lotaram novamente na quarta-feira as ruas de Hong Kong contra o projeto de lei que, segundo os críticos, daria poder a Pequim para perseguir politicamente os opositores.

De acordo com as autoridades, 22 pessoas ficaram feridas, entre policiais e manifestantes.

Os confrontos aconteceram perto do Conselho Legislativo (LegCo, parlamento), onde o texto seria analisado em segunda leitura. Analistas afirmaram que este foi o maior episódio de violência desde 1997, quando Hong Kong, então colônia britânica, foi devolvido à China.

O parlamento, dominado por deputados favoráveis ao governo de Pequim, anunciou o adiamento do debate para "uma data posterior".

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