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Paquistão prende suposto cérebro dos atentados de 2008 em Mumbai

17/07/2019 14h31

Lahore, Paquistão, 17 Jul 2019 (AFP) - Autoridades paquistanesas prenderam nesta quarta-feira o suposto autor intelectual dos atentados de 2008 em Mumbai, segundo uma fonte de segurança, uma captura saudada pelos Estados Unidos em um momento de pressão para que Islamabad combata os extremistas.

O clérigo Hafiz Saeed - designado "terrorista" pelos Estados Unidos e pela ONU, e por quem havia uma recompensa de 10 milhões de dólares - foi preso em uma operação antiterrorista na cidade de Gujranwala, no leste do Paquistão.

"Hafiz Saeed estava a caminho de Gujranwala para pedir fiança em outro caso quando foi preso", disse um oficial de segurança sob condição de anonimato.

Um porta-voz do grupo de Saeed, o Jamaat-ud-Dawa (JuD), uma ala da organização militante Lashkar-e-Taiba (LeT), confirmou a prisão da AFP, mas não deu mais detalhes.

Outro membro das forças de segurança disse que a prisão está relacionada a acusações de financiamento do terrorismo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou a detenção de Saeed, um dos suspeitos de planejar a ofensiva deixou mais de 160 mortos.

"Depois de dez anos de busca, o chamado 'cérebro' dos atentados de Mumbai foi detido no Paquistão", tuitou Trump.

"Foi uma forte pressão nos últimos dois anos para encontrá-lo!", acrescentou, em uma aparente alusão à influência de seu governo sobre Islamabad.

No passado, Saeed passou por diferentes tipos de reclusão. Ficou algumas vezes sob prisão domiciliar e, em outras, foi detido e depois solto pelas autoridades. No Paquistão, gozava de liberdade de movimento, o que era motivo de irritação para a Índia.

Esta nova detenção acontece poucos dias antes da visita do premiê paquistanês, Imran Khan, à Casa Branca. É sua primeira visita oficial a Washington desde sua eleição.

O ex-campeão de críquete buscará reforçar os laços entre estes dois países aliados, cujas relações nos últimos tempos foram tumultuadas.

A reunião entre ambos os presidentes será no Salão Oval, em 22 de julho, e deve ser dedicada, em grande parte, ao Afeganistão, após as negociações entre representantes dos talibãs e diplomatas americanos em Doha, no Catar.

O Paquistão é considerado um ator central no conflito afegão. Tanto Washington quanto Cabul acusam o país de apoiar grupos extremistas armados. Islamabad nega as acusações.

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