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Atividades suspensas no Equador por queda de cinzas vulcânicas

Homem mostra cinzas vulcânicas na cidade de Guayaquil, foco da pandemia de coronavírus no Equador - Getty Images
Homem mostra cinzas vulcânicas na cidade de Guayaquil, foco da pandemia de coronavírus no Equador Imagem: Getty Images

Da AFP, em Quito

09/06/2020 20h38

As atividades na cidade de Alausí, no centro andino do Equador, que possui cerca de 44 mil habitantes, foram suspensas hoje por causa da queda de cinzas devido à erupção do vulcão Sangay, informaram autoridades.

Devido ao processo de erupção de Sangay, que tem 5.230 metros de altura e fica 195 km ao sul de Quito, reativado há duas décadas, várias cidades equatorianas foram afetadas pela queda das cinzas entre a última segunda e esta terça à noite, de acordo com o Serviço Nacional de Gerenciamento de Riscos e Emergências (SNGRE).

A situação, que afetou principalmente Alausí, chegou ao porto de Guayaquil, foco da pandemia de coronavírus no Equador, que registra quase 10 mil casos.

O Equador é um dos países mais atingidos na América Latina pela covid-19, com cerca de 44 mil casos, incluindo 3.690 mortes (21 a cada 100 mil habitantes).

O governo também registra 2.428 prováveis mortes prováveis pelo vírus.

As autoridades de Alausí decidiram suspender atividades comerciais, trabalhistas públicas e privadas, assim como o tráfego de veículos até quarta-feira "para evitar levantar cinzas das ruas", afirmou o SNGRE em comunicado.

O Sangay, para o qual o alerta amarelo (antes do vermelho, de perigo máximo) está em vigor no momento, é um dos vários vulcões equatorianos que ainda estão em erupção, assim como Tungurahua e Cotopaxi, localizados ao sul de Quito.

Localizado na província amazônica de Morona Santiago (sudeste e fronteira com o Peru), ele é um dos mais ativos e o último vulcão situado no sul do Equador.

Esse vulcão está em constante atividade eruptiva desde 1628, segundo o Instituto Geofísico de Quito.

Sua atividade é pouco conhecida por não afetar locais habitados.

No entanto, sabe-se por pesquisas que no Sangay é comum a geração de fluxos piroclásticos, de lava e escorregamentos, de acordo com o instituto geofísico.

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