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Holanda sacrifica dezenas de milhares de visons com coronavírus

Autoridades holandesas começaram a matar os animais, apreciados por sua pele, no início de junho, quando descobriram os primeiros casos - Arterra/Universal Images Group via Getty Images
Autoridades holandesas começaram a matar os animais, apreciados por sua pele, no início de junho, quando descobriram os primeiros casos Imagem: Arterra/Universal Images Group via Getty Images

Em Haia (Holanda)

06/07/2020 11h08

Depois de detectar casos de covid-19 em visons de 20 fazendas na Holanda desde o início da pandemia, o país sacrificou dezenas de milhares de animais, informou o Ministério da Agricultura.

As autoridades holandesas começaram a matar os animais, apreciados por sua pele, no início de junho, quando descobriram os primeiros casos, para evitar que se transformassem em focos de contágio.

"No total, constatamos contágios em 20 fazendas de visons na Holanda, todas no sul do país", afirma um comunicado do Ministério.

Em 18 fazendas, todos os exemplares foram abatidos.

Hoje, serão eliminados os visons das duas últimas instalações. De acordo com o Ministério, a última fazenda onde o vírus foi detectado tinha 12 mil animais.

As autoridades anunciaram em maio que dois trabalhadores das fazendas "muito provavelmente" contraíram covid-19 através dos visons.

Os dois poderiam ser os "primeiros casos conhecidos de transmissão" do novo coronavírus de animal para homem, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

A criação de visons para o comércio de sua pele é um tema polêmico na Holanda. Em 2016, o tribunal mais importante do país ordenou o fechamento das fazendas desse tipo até 2024.

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