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Turquia acusa Emirados Árabes de 'trair a causa palestina' em acordo com Israel

Turquia, do presidente Erdogan, afirmou que os Emirados querem que o acordo pareça um sacrifício pelos palestinos - Adem Altan/AFP
Turquia, do presidente Erdogan, afirmou que os Emirados querem que o acordo pareça um sacrifício pelos palestinos Imagem: Adem Altan/AFP

Da AFP, em Istambul

14/08/2020 06h08

A Turquia acusou os Emirados Árabes Unidos de "trair a causa palestina" ao aceitar um acordo de normalização das relações com Israel, com mediação dos Estados Unidos.

"Enquanto traem a causa palestina para servir a seus pequenos interesses, os Emirados Árabes Unidos se esforçam para apresentar isto como uma espécie de sacrifício pelos palestinos", afirma um comunicado do ministério turco das Relações Exteriores.

Emirados Árabes Unidos e Israel anunciaram ontem a normalização das relações, como parte de um acordo histórico que converte a federação de sete emirados no terceiro país árabe com o qual o Estado israelense mantém relações diplomáticas, após os acordos assinados com Jordânia (1994) e Egito (1979).

O acordo, anunciado pelo presidente americano Donald Trump, contempla que Israel renuncie ao plano de anexação de territórios palestinos da Cisjordânia ocupada.

"A História e a consciência dos povos da região nunca esquecerão esta hipocrisia e nunca a perdoarão", completa a nota do ministério turco.

Fervoroso defensor da causa palestina, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, critica de maneira habitual os países árabes, que na sua visão não adotam uma atitude suficientemente firme ante Israel.

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