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Israel bombardeia Faixa Gaza em "represália" a balões incendiários

Fumaça e chamas sobem ao céu depois que aviões do exército israelense atacaram a Faixa de Gaza em 16 de agosto  - Said Khatib/AFP
Fumaça e chamas sobem ao céu depois que aviões do exército israelense atacaram a Faixa de Gaza em 16 de agosto Imagem: Said Khatib/AFP

16/08/2020 08h30

O exército de Israel anunciou na madrugada de domingo (16) uma nova série de bombardeios contra posições do Hamas na Faixa de Gaza. Os comandantes alegam represália ao lançamento de balões incendiários a partir do enclave palestino contra o território israelense.

Depois dos bombardeios, o exército anunciou o fechamento da zona marítima da Faixa de Gaza "até nova ordem", o que impede a entrada no mar das embarcações de pesca palestinos.

Durante a noite também foram registrados confrontos ao longo do muro que separa Israel de Gaza, informaram fontes palestinas. As Forças Armadas israelenses afirmaram que várias pessoas "queimaram pneus, lançaram artefatos explosivos e granadas contra a barreira de segurança e tentaram se aproximar da mesma".

Ao longo da semana, o exército israelense executou vários bombardeios noturnos contra posições do movimento islamita que controla o território palestino, em resposta aos lançamentos de balões incendiários que em alguns casos provocaram incêndios no sul de Israel, 19 apenas no sábado, segundo o corpo de bombeiros e o serviço de resgate do país.

Em resposta, "aviões de combate atacaram posições do Hamas na Faixa de Gaza", incluindo "infraestruturas subterrâneas" do grupo palestino, indicaram as forças militares do Estado hebreu em um comunicado.

O exército israelense anunciou na madrugada de domingo uma segunda série de bombardeios contra Gaza em represália, desta vez por lançamentos de foguetes a partir do território palestino de dois milhões de habitantes - mais da metade deles vivendo abaixo da linha da pobreza, de acordo com o Banco Mundial.

As autoridades israelenses também reduziram durante a semana a zona de pesca no Mediterrâneo para os moradores de Gaza e fecharam Kerem Shalom, a única área de passagem de mercadorias entre Gaza e Israel, que submete o empobrecido território palestino a um bloqueio.

Apesar da trégua decretada no ano passado, após a mediação da ONU, Egito e Catar, Hamas e Israel, que já protagonizaram três guerras (2008, 2012, 2014), travam combates esporádicos que incluem lançamentos de foguetes, obuses de morteiro ou balões incendiários a partir de Gaza.

Israel considera os ataques uma provocação a sua soberania e uma ameaça à segurança do país. O exército responde às ações com bombardeios.

De acordo com analistas palestinos, os disparos a partir de Gaza teriam o objetivo de pressionar Israel a autorizar a entrada no território da ajuda financeira mensal do Catar, prevista no acordo de trégua.

alv/fjb/eb-af/piz/zm/fp