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Breonna Taylor: Louisville tem mais uma noite de protestos contra a polícia

24.set.2020 - Manifestantes em mais uma noite de protestos em Louisville contra a polícia pela morte de Breonna Taylor - Jeff Dean / AFP
24.set.2020 - Manifestantes em mais uma noite de protestos em Louisville contra a polícia pela morte de Breonna Taylor Imagem: Jeff Dean / AFP

25/09/2020 06h01

Mais de mil pessoas desafiaram na quinta-feira a segunda noite do toque de recolher em Louisville, em protesto pelo não indiciamento dos policiais envolvidos na morte da afro-americana Breonna Taylor, e alguns manifestantes buscaram refúgio em uma igreja.

Dois policiais foram atingidos por tiros na noite de quarta-feira, depois que as autoridades anunciaram que um grande júri decidiu não acusar ninguém pela morte de Taylor, uma enfermeira de 26 anos que morreu em março durante um tiroteio quando a polícia invadiu seu apartamento.

Na quinta-feira à noite, mais de mil pessoas caminharam pelo centro da cidade, uma área bloqueada em grande parte ao trânsito e com as fachadas dos estabelecimentos comerciais protegidas contra eventuais distúrbios.

"Não temos como permanecer pacíficos", disse Michael Pyles, um negro de 29 anos, que indicou esta protestando há 120 dias e que carregava uma pistola 9 mm.

"Saímos para proteger nosso povo e as pessoas que nos apoiam", declarou. "Estamos sob ataque", completou.

Sob toque de recolher entre 21H00 e 6H30, mais de 100 pessoas buscaram refúgio em uma igreja.

Policiais fortemente armados cercaram o local, enquanto helicópteros sobrevoavam a área, mas os manifestantes foram autorizados a sair às 23H00.

A morte de Taylor se tornou um símbolo para o movimento "Black Lives Matter" (Vidas Negras Importam) e a decisão do grande júri provocou novas demandas por justiça racial nos Estados Unidos.

Milhares de pessoas protestaram na quarta-feira após a decisão judicial para exigir justiça.

As manifestações, pacíficas em um primeiro momento, se tornaram violentas. Vários participantes enfrentaram a polícia, que usou bombas de efeito moral para dispersar os protestos.

Dois agentes foram atingidos por tiros. O prefeito da cidade, Greg Fischer, informou que um foi tratado por ferimento na perna e recebeu alta, enquanto o outro, atingido por um tiro no abdome, passou por uma cirurgia.

O chefe de polícia, Robert Schroeder, anunciou que um suspeito, Larynzo Johnson, foi detido e acusado por agressão e por colocar em risco a vida de outras pessoas.

Schroeder informou que 127 pessoas foram detidas na cidade, a maior de Kentucky, com uma população de 600.000 habitantes.

Taylor morreu na noite de 13 de março quando três policiais com trajes civis entraram em sua casa com uma ordem de busca.

Depois que o namorado da jovem abriu fogo contra os agentes, segundo ele após confundi-los com ladrões, este atiraram e várias tiros balas atingiram Breonna Taylor.

Mais de seis meses depois, um grande júri decidiu na quarta-feira indiciar um dos policiais, Brett Hankison, por colocar em risco a vida de outras pessoas, neste caso três vizinhos da vítima.

Porém, Hankison e os outros dois policiais que usaram armas na casa de Taylor não foram foram acusados por sua morte.

O presidente Donald Trump, que transformou o lema "lei e ordem" em um do motes de sua campanha para as eleições de 3 de novembro, tuitou que rezava pelos policiais hospitalizados.

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