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Armênia não está disposta a negociar paz com Azerbaijão com mediação russa, diz primeiro-ministro

27.set.2020 - O primeiro-ministro da Armênia Nikol Pashinyan - AFP/Press Service of  Armenia"s government/ handout
27.set.2020 - O primeiro-ministro da Armênia Nikol Pashinyan Imagem: AFP/Press Service of Armenia's government/ handout

Em Erevan

30/09/2020 06h07

O primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, afirmou hoje que é prematuro pensar em negociar com o Azerbaijão com a mediação da Rússia, no quarto dia de confrontos em Nagorno Karabakh, território separatista azerbaijano apoiado pela Armênia.

"Não é apropriado falar de uma reunião de cúpula Armênia-Azerbaijão-Rússia, no momento em que acontecem intensos combates", afirmou, de acordo com a agência estatal Interfax.

"Para que aconteçam negociações precisamos de uma atmosfera e condições adequadas".

O chefe de Governo considera que a Armênia e Nagorno Karabakkh não estão preparados para resolver este conflito "em detrimento de seus interesses nacionais e de sua segurança".

Desde domingo, as forças do território de Nagorno Karabakh, apoiado política, militar e economicamente pela Armênia, e as forças do Azerbaijão travam combates que já deixaram mais de 100 mortos e são os mais violentos desde 2016.

A Armênia afirmou ontem que um caça turco de apoio ao Azerbaijão derrubou um de seus aviões militares, o que foi desmentido por Ancara e Baku.

No caso de uma intervenção militar turca, o conflito ganharia uma nova dimensão. Uma guerra aberta entre Armênia e Azerbaijão poderia desestabilizar o sul do Cáucauso e implicar outras potências regionais como Rússia e Turquia.

Moscou, que se considera uma espécie de árbitro regional, pediu o fim dos confrontos, assim como várias potências ocidentais.

Ontem, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma declaração por unanimidade que pede o "fim imediato dos combates".

O Azerbaijão, país de língua turca e com população de maioria xiita, quer recuperar o controle de Nagorno Karabakh, habitado principalmente por armênios cristãos, cuja secessão em 1991 não foi reconhecida pela comunidade internacional.

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