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Assassino dinamarquês de submarino é detido pela polícia após tentar fugir

10.ago.2017 - Imagem que seria da jornalista Kim Wall ao lado de um homem na torre do submarino particular "UC3 Nautilus", em Copenhague - Peter Thompson/ AFP
10.ago.2017 - Imagem que seria da jornalista Kim Wall ao lado de um homem na torre do submarino particular "UC3 Nautilus", em Copenhague Imagem: Peter Thompson/ AFP

20/10/2020 10h34

O dinamarquês Peter Madsen, condenado à prisão perpétua pela morte da jornalista sueca Kim Wall em um submarino artesanal, foi detido nesta terça-feira (20) perto de Copenhague após uma fuga frustrada da prisão, segundo as autoridades.

Encurralado em um primeiro momento pela polícia perto da prisão de Albertslund, um subúrbio de Copenhague, o acusado foi finalmente detido e "evacuado da área", anunciou a polícia dinamarquesa no Twitter. Algumas informações não confirmadas apontam que Madsen teria ameaçado a polícia com uma arma ou com um artefato explosivo.

A polícia confirmou à AFP sua tentativa de fuga, que o levou a alguns metros da prisão onde cumpre sua pena.

Segundo o tablóide dinamarquês Ekstra Bladet, a fuga ocorreu por volta das 10h00 locais (05h00 em Brasília). Peter Madsen supostamente ameaçou a equipe da prisão com um "objeto parecido com uma pistola" e tomou um refém antes de escapar.

Segundo testemunhas citadas pela imprensa, ele dirigia uma van branca quando foi cercado pela polícia a alguns metros do presídio.

Mas não foi preso imediatamente. Antes de sua prisão, sentou-se por muito tempo na grama, encostado em uma fileira de árvores, rodeado por dois policiais agachados no chão, com armas apontadas para ele, segundo a mídia.

Peter Madsen, um inventor de 49 anos, foi condenado em abril de 2018 pelo assassinato da jornalista de 30 anos Kim Wall quando foi entrevistá-lo a bordo de seu submarino em agosto de 2017.

No julgamento, ele admitiu ter cortado o corpo sem vida da jovem antes de jogá-lo ao Mar Báltico, mas insistiu que sua morte foi acidental.

No mês passado, no entanto, admitiu sua culpa pela primeira vez em um documentário exibido pela televisão dinamarquesa. "Só existe um culpado e sou eu", disse.

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