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Extremistas de direita recrutam militares dos EUA, diz Pentágono

Pentágono - Pentágono
Pentágono Imagem: Pentágono

14/01/2021 21h14

Extremistas de direita e supremacistas brancos trabalharam para atrair membros do exército dos Estados Unidos e ganharam apoio no ano passado, anunciou nesta quinta-feira (14) o Departamento da Defesa.

Uma semana após o ataque ao Capitólio por partidários do presidente Donald Trump, o Pentágono informou que iniciará uma investigação sobre a extensão do extremismo nas fileiras militares.

Um alto funcionário da defesa, que pediu anonimato, disse à imprensa que houve um aumento das atividades de extrema direita entre os militares no ano passado, embora ele tenha observado que isso ocorre em paralelo em toda a sociedade.

"Sabemos que alguns grupos estão tentando ativamente atrair nossas equipes para suas causas, ou encorajar seus membros a se alistarem para adquirirem habilidades e experiência em nossa força", explicou ele.

"Reconhecemos que essas habilidades são altamente valorizadas por alguns desses grupos, não apenas pela capacidade que lhes conferem, mas também porque dá uma pintura de legitimidade ao seu pensamento", acrescentou.

Os militares estão cientes do problema há muito tempo. Mas o assunto tomou novo rumo devido à participação de militares e policiais da ativa e aposentados no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro.

Um capitão, especialista em operações psicológicas na Carolina do Norte, organizou um grupo de 100 pessoas para participar do protesto. Desde então, pediu para sair.

"No Departamento de Defesa, estamos fazendo tudo o que podemos para eliminar o extremismo", disse Garry Reid, que supervisiona a Inteligência e a aplicação da lei no gabinete do secretário.

"A política do Departamento de Defesa proíbe expressamente os militares de defender causas supremacistas, extremistas ou ideologias de gangues criminosas", disse Reid.

O gabinete do inspetor-geral independente do Pentágono anunciou nesta quinta-feira a abertura de uma investigação para analisar a eficácia de programas que buscam prevenir o crescimento do extremismo e o apoio a gangues em uma força militar de dois milhões de efetivos.

Mas até agora não foram divulgados números sobre a magnitude do problema.

Um total de 14 senadores pediram ao Pentágono nesta quinta-feira para examinar o assunto mais de perto.

"A questão da supremacia branca e da ideologia extremista não é nova entre nossos militares, mas o ataque ao Capitólio deixou claro que essa tendência alarmante deve ser tratada imediatamente", disseram eles.

Eles observaram que uma pesquisa conduzida pela publicação Military Times no ano passado revelou que um terço dos militares na ativa entrevistados percebiam sinais de supremacia ou ideologia racista entre as tropas.

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